Lamego/Rejoice: Patriarca latino de Jerusalém e jovens falaram sobre paz, esperança e confiança

«Os jovens têm o conhecimento de coisas que estão a acontecer no mundo, e têm esta sensibilidade de saber distinguir o que é bem, o que é mal» – Ana Guimarães

Foto: Agência ECCLESIA/LJ

Lamego, 25 jul 2026 (Ecclesia) – O patriarca latino de Jerusalém esteve a falar sobre a guerra e a paz com alguns jovens participantes da Jornada Nacional da Juventude de Portugal, uma ligação em direto com direito a perguntas centradas na esperança e confiança.

“Acho que foi algo simples, apesar de ser um cardeal, foi uma conversa muito fácil de ter, portanto, estávamos ali cara a cara com um cardeal, mas que era como falar com um colega, foi um discurso muito leve e até animador e simpático, um bocadinho irreverente”, disse Ana Guimarães, de 25 anos, aos jornalistas, após o diálogo com o cardeal Pierbatista Pizzabala.

Para a entrevistada da Associação Juvenil GioFrater esta conversa foi boa, o patriarca latino de Jerusalém “tinha um tom jovial naquilo que dizia e que, para os jovens, é uma boa maneira de o compreender.

Para Luís Costa, de Torres Vedras, “foi muito interessante poder falar de forma tão pessoal com o cardeal, uma conversa direta”, e poder fazer-lhe uma pergunta, nomeadamente sobre “como é que é possível reconstruir a confiança” das pessoas numa situação de guerra como vivem em locais do Médio Oriente que atingem comunidades do Patriarcado Latino de Jerusalém, como na Faixa de Gaza.

“Quando estamos na igreja, quando estamos na missa, a confiança é muito importante, e muitas vezes nem sequer colocamos em questão e aquelas pessoas perderam por completa a confiança. E a resposta foi também muito interessante: o cardeal disse que só era possível no contacto com as pessoas, não é possível através das grandes hierarquias ou das elites”, desenvolveu o jovem de 20 anos.

O diálogo com o cardeal Pierbatista Pizzabala, patriarca latino de Jerusalém, no âmbito das Oficinas LER do Rejoice, convidou a ‘Ler a Paz’, no Centro Paroquial de Almacave.

Ana Guimarães “já conhecia o nome” do cardeal Pierbatista Pizzabala, da situação vivida na Terra Santa, no Domingo de Ramos, quando o patriarca Latino de Jerusalém e o custódio da Terra Santa foram impedidos de celebrar na igreja do Santo Sepulcro, o que motivou a sua pergunta.

“As pessoas nas nossas paróquias estão a viver este momento com alegria, que se aproxima também a Páscoa, e para ele não foi possível. Eu queria saber como é que enquanto pessoa, mas também enquanto cardeal, enquanto representante da Igreja, isto mudou a perspetiva, se isso, alguma vez, fez vacilar esta esperança ou esta confiança de que falámos”, explicou.

A jovem do movimento ‘Giofrater’, das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (FMNS), deste diálogo com D. Pierbatista Pizzabala leva uma “mensagem de esperança”, porque, “até em situações que são dramáticas” é possível manter a esperança e manter a confiança que “foi falada pelo cardeal, mesmo em situações difíceis, drásticas, dramáticas”.

“Para nós não é uma realidade, mas poderia ser, e como é que nós poderemos ter esta empatia com o outro, e como é que nós podemos ter um papel também na ajuda do outro; Os jovens têm o conhecimento de coisas que estão a acontecer no mundo, e acho que têm esta sensibilidade de saber distinguir o que é bem, o que é mal, e saber, acima de tudo, que há pessoas que sofrem e, para nós, cristãos, católicos, isto do sofrimento do outro é o grande foco.”

Luís Costa, de Torres Vedras, destacou que uma das perguntas foi sobre a nova encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica humanitas’ (Humanidade Magnífica), sobre ‘a proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial’, “como é que se relaciona com o escalar da guerra e com a impossibilidade de contacto pessoal”, o patriarca latino de Jerusalém pediu aos jovens portugueses “sentido crítico e que conseguissem tomar decisões”.

LJ/CB

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