Porto: Intervenção no Seminário Maior «segura» comunidade residente

Arquiteto responsável destaca importância de preservação função original do edifício

Porto, 05 set 2026 (Ecclesia) – O arquiteto responsável pela requalificação do Seminário Maior do Porto afirmou que a reabilitação em curso vai preservar a identidade do edifício e garantir infraestruturas condignas para a fixação da comunidade religiosa.

“Este deve ser dos últimos espaços no Porto em que tem uma origem de convento, mosteiro, estrutura religiosa de escala, que ainda mantêm uma comunidade religiosa a viver dentro dela”, sublinhou Pedro Resende Leão, em entrevista ao jornal diocesano ‘Voz Portucalense’.

O especialista evidenciou o contraste com outros conventos da cidade que foram transformados “em escolas, em associações comerciais, em hotéis”, congratulando-se pelo facto de o seminário garantir que se “mantém a sua função inicial”.

A empreitada visa “reabilitar e reforçar estruturas” classificadas como património nacional, clarificando o arquiteto que a intervenção se foca em preservar “a mesma métrica de quartos e a dotar esses quartos de instalações sanitárias privativas aos seminaristas”.

“Vai manter a biblioteca, vai manter o Museu da Arte Sacra, vai manter a Igreja como templo”, garantiu o responsável, detalhando a introdução de elevadores e acessibilidades sem desvirtuar a traça original.

O projeto final contemplará “54 quartos”, distribuídos entre formandos, reitores, superiores e visitas, assegurando Pedro Resende Leão que “todos os conceitos próprios da identidade de seminário se mantêm” intactos.

A publicação diocesana indicou que o plano da empreitada prevê ainda a edificação de uma “hospedaria monástica”.

A obra arrancou oficialmente em março de 2026, com um orçamento global de 16 milhões de euros e um prazo de execução estipulado em dois anos, a cargo da empresa construtora Ferreira.

OC

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