Rita Moutinho e António Santiago Neves, dois jovens voluntários de curta duração, incentivam às inscrições neste encontro que se realiza pela primeira vez em Portugal

Lisboa, 17 jan 2023 (Ecclesia) – O voluntariado é essencial para a realização de cada edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), sendo esperados 20 a 30 mil voluntários de curta duração no encontro em Lisboa, de 1 a 6 de agosto.

“Participar como voluntária é querer ajudar a construir este sonho e fazer parte da realização da Jornada em Portugal”, afirmou Rita Moutinho, da Paróquia da Portela, no Patriarcado de Lisboa, em entrevista à Agência ECCLESIA.

A jovem, que se disponibilizou para integrar o voluntariado de curta duração na JMJ Lisboa 2023, vai estar ao serviço na semana anterior à Jornada Mundial da Juventude e na própria semana do encontro na capital portuguesa.

“Vou ser voluntária paroquial. É dinamizar a Jornada no espaço paroquial e os peregrinos que lá vão ficar”, explica, adiantando que vai participar no acolhimento dos peregrinos que vão ficar na Paróquia da Portela, “distribuir materiais, preparar refeições”, dirigi-los para onde precisarem, ou seja, “dar apoio a tudo o que for necessário”.

Rita Moutinho recordou que quando foi anunciada a JMJ em Portugal, a 27 de janeiro de 2019, na edição do Panamá, quis “de imediato participar”, lembrando a “experiência transformadora” que teve na Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia (Polónia), em 2016, ao “ver milhões e milhões de jovens reunidos para ir ter com o Papa em nome de Jesus”.

António Santiago Neves também vai ser voluntário de curta duração na JMJ Lisboa 2023 mas “nos eventos centrais”, e enquanto não tem uma função atribuída recorda que no processo de inscrição existem várias opções, por isso, pode “estar na distribuição de refeições, de material, num posto de informação”, pode ajudar também na área da saúde, da vigilância, ou “no cuidado pelas pessoas mais debilitadas”, na Missa com o Papa.

“Há muitas opções por onde escolher, e onde uma pessoa pode ajudar; O voluntário de curta duração tem também um papel essencial nas Jornadas”, acrescentou o jovem de 19 anos, sobre este encontro de culturas que “é muito bonito”, incentivando às inscrições de voluntários, afinal “a Jornada faz-se com as pessoas e para as pessoas”.

“Sem voluntários a Jornada não acontece. O Papa tem que vir mas há uma estrutura que tem de ser montada e os voluntários são essenciais na Jornada, por isso é que apelamos a que todos os que têm vontade se inscrevam”, destacou Rita Moutinho.

No Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2 (15h00), os dois jovens voluntários explicam que existem três modalidades para este serviço: O ‘voluntariado de longa duração’, que estão na sede da JMJ 2023, na Antiga Manutenção Militar em Lisboa, são de “todos os pontos do mundo e todos os dias trabalham para as Jornadas”; o voluntariado de média duração, que estão a chegar agora no início do ano, “e também vão trabalhar na sede até às Jornadas”.

Na sexta-feira, nos 200 dias para a edição portuguesa da JMJ, o Comité Organizador Local (COL) destacou a importância dos voluntários, partilhando testemunhos de quem trabalha nos vários níveis da estrutura de preparação: para inscrições esta organização tem uma área própria no sítio online oficial deste encontro da Igreja Católica.

As edições internacionais da JMJ são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana; Lisboa recebe-a de 1 a 6 de agosto.

Os dois jovens destacam ainda a importância do encontro do Papa com os voluntários, já depois de ter terminado oficialmente a JMJ Lisboa, António Santiago Neves vai sentir-se “realizado, verdadeiramente agradecido por estar nas jornadas”.

PR/CB

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