Francisco, que expressou «compaixão e proximidade», vai visitar país, a partir de 31 de janeiro

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 17 jan 2023 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu com “tristeza” a informação do atentado terrorista contra uma igreja pentecostal em Kasindi, na República Democrática do Congo (RDC), que “causou a morte de inocentes”, pelo menos 17 mortes, e dezenas de feridos, este domingo.

“O Santo Padre confia os mortos e os feridos à misericórdia de Deus. Implora a Cristo, Senhor da vida, para que os afetados encontrem consolo e confiança em Deus, invocando sobre eles o dom da paz”, lê-se no telegrama divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Reivindicado pelo grupo armado ISCAP, ligado ao autoproclamado Estado islâmico, o atentado terrorista contra uma igreja pentecostal em Kasindi, na província congolesa do Kivi-Norte, provocou pelo menos 17 mortes e mais de 40 feridos, este domingo, 15 de janeiro.

No telegrama, enviado pelo secretário de Estado do Vaticano cardeal Pietro Parolin a André Bokundoa-Bo-Likabe, presidente da Igreja de Cristo no Congo, o Papa manifestou “tristeza” ao ter conhecimento do ataque e expressa “compaixão e proximidade a todas as famílias afetadas por este drama”.

O portal ‘Vatican News’ informa que no leste do Congo existem “mais de 120 grupos armados e milícias ativos”, e, segundo as Nações Unidas (ONU), “pelo menos seis milhões de pessoas foram deslocadas internamente pela violência”, muitas enfrentam extrema insegurança alimentar.

D. Ettore Balestrero, núncio apostólico na RDC, disse ao portal de notícias do Vaticano que este é um “sinal preocupante”, que confirma o aumento da violência junto à fronteira com o Uganda.

“O esforço pela segurança e ordem pública é gigantesco: basta dizer que pelo menos 2 milhões de pessoas devem assistir à Missa que o Papa celebrará em Kinshasa”, assinala o responsável diplomático, projetando a viagem de Francisco.

O Papa vai visitar a República Democrática do Congo (RDC) e o Sudão do Sul, de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, após ter adiado esta deslocação, em julho de 2022, devido a limitações físicas.

Numa entrevista divulgada na última semana, o Papa comentou o seu itinerário e sublinhou que a RDC “está a sofrer atualmente com a guerrilha, por isso não vou a Goma, não posso ir”, destacando que o faz para “cuidar das pessoas”.

OC/CB

Partilhar:
Share