Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa assumem importância da Jornada Mundial, que decorre em Portugal pela primeira vez

Lisboa, 20 out 2022 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa destacou a importância da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que Lisboa vai acolher em 2023, falando numa iniciativa “cultural e civilizacional”, protagonizada pelos jovens.

“É mais do que uma iniciativa da Igreja Católica, universal, deve ser vista como uma iniciativa cultural e civilizacional mais ampla, mais aberta, mais ecuménica, como ampla, aberta e ecuménica é a sociedade portuguesa”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa, aos cerca de 300 participantes no encontro preparatório internacional da JMJ Lisboa 2023, que decorreu em Fátima e na capital portuguesa, esta semana.

O chefe de Estado aponta ao encontro, marcado para 1 a 6 de agosto do próximo ano, como “mais do que uma realidade confessional”, considerando-o “um momento de reflexão sobre os problemas do mundo, num tempo de pandemia e de guerra”.

“Reflexão feita pela juventude e de mobilização para ir mais longe, construindo um futuro mais livre, mais justo, mias igualitário, mais inclusivo, mais humano”, acrescentou.

É isso que esperamos que motive quem vier até Lisboa, até Portugal, e daqui saia com vontade reforçada de mudar para muito, muito melhor daquilo que é”.

Marcelo Rebelo de Sousa declarou que a JMJ é “uma jornada universal, isto é, de todo o mundo”.

“Não pode ser vista como portuguesa ou só europeia. Tem de ser muito mais do que isso. Para Portugal é uma honra acolher a jornada, porque é uma realidade global, universal, e acolher uma realidade que é a juventude, toda a juventude”, acrescentou.

O presidente da República Portuguesa mostrou-se satisfeito com “a preparação que tem sido feita, em todo o mundo”, para a próxima edição internacional da JMJ.

“Portugal, a nível de todas as instituições, incluindo o poder político – câmaras municipais, Governo, Parlamento, presidente da República – e, sobretudo, a sociedade portuguesa, que é o mais importante, está a mobilizar-se para que corra bem a jornada, para que um, dois milhões [de jovens] que cá cheguem e passem uns dias importantes para a sua vida se sintam em sua casa”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa deu as boas-vindas aos responsáveis dos vários países presentes no encontro internacional de preparação, apelando a uma “mobilização para a mudança do mundo”.

“Vemo-nos no próximo ano, em Lisboa”, concluiu.

António Costa deixou aos participantes uma “mensagem de agradecimento” pela visita que fizeram a Portugal, desejando que “tenham encontrado um entusiasmo redobrado” para a participação na JMJ Lisboa 2023.

“Para nós, portugueses, vai ser um momento de grande orgulho: poder acolher, a convite do Papa Francisco, a juventude de todo o mundo, para que aqui se encontrem, sem fronteiras”, afirmou.

O chefe do Governo apontou a “valores partilhados e devem ser acarinhados por toda a humanidade, os valores da paz e da fraternidade entre os povos”.

“Cá vos esperamos em agosto e estou certo de que estaremos perfeitamente preparados para vos acolher a todos, de coração aberto”, disse.

Foto: C. M. Lisboa

O encontro preparatório internacional encerrou-se na noite de quarta-feira, com uma sessão cultural.

Os participantes foram recebidos na Câmara Municipal de Lisboa.

“Vamos fazer de Lisboa um exemplo de fraternidade humana”, afirmou Carlos Moedas, que destacou a relevância do evento no presente e no futuro do município.

As edições internacionais da JMJ são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo.

OC

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi instituída por João Paulo II, em 1985, e desde então tem-se evidenciado como um momento de encontro e partilha para milhões de pessoas por todo o mundo.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A próxima edição internacional vai decorrer na capital portuguesa de 1 a 6 de agosto de 2023, após ter sido adiada um ano por causa da pandemia de Covid-19.

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