Organização anuncia planos de inscrição para peregrinos, sublinhando que participação nos eventos é gratuita

Foto: JMJ 2023

Fátima, 18 out 2022 (Ecclesia) – Representantes de movimentos e dioceses internacionais afirmaram à Agência ECCLESIA o seu desejo de que os jovens sejam os “protagonistas” da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa (JMJ), para promover uma mudança efetiva, no pós-pandemia.

Clémence Otekpo, presidente da coordenação internacional da Juventude Operária Católica (JOC), destacou que “os jovens têm hoje mais importância do que nunca, num mundo que tem de se reinventar, num sistema que tem de pensar em redefinir-se”.

“É preciso dar-lhes a palavra, deixar que se exprimam como são”, acrescentou.

A responsável é uma das cerca de 400 participantes no encontro preparatório internacional da JMJ Lisboa 2023, que decorre em Fátima.

Victor Ayertey, secretário-geral do Movimento Internacional de Estudantes Católicos – Pax Romana, elogiou as prioridades da organização de Lisboa na promoção da “sustentabilidade” e da implementação dos princípios da encíclica ‘Laudato Si’ (2015), do Papa Francisco, na preservação do ambiente.

“É o que promovemos, é o que defendemos nos nossos países e nas universidades onde estudamos”, afirmou o jovem ganês.

Francisco Bernardo, representante da Pastoral Juvenil da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), destacou que o organismo está a trabalhar há mais de um ano na preparação do que considera um “encontro único”.

“Temos estado a trabalhar no sentido de trazer o maior número de jovens angolanos, para este grande evento”, explicou.

Rita Antonicelli, da Itália, delegada internacional do Movimento Eucarístico Juvenil, admitiu que alguns jovens continuam “fechados em si mesmos”, desde o início da pandemia, destacando a importância da JMJ para “reacender a chama que sempre moveu os jovens”.

Já Jesús Ceballos, missionário da Associação Internacional ‘Juventud Idente’, apontou à “espiritualidade” da JMJ, que ajuda a “difundir a mensagem de Cristo, uma mensagem que traz alegria e esperança”.

O responsável espera que a vinda de “jovens missionários” de todo o mundo ofereça nova “vitalidade” à Igreja Católica, admitindo que “ultimamente há uma onda de desânimo”.

Charles Mark Odoi, do Gana, destacou a oportunidade que a JMJ representa para “encontrar jovens de outros países” e novas culturas, em particular na partilha da vivência da fé.

“É muito bonito: todos vivemos a mesma fé, mas de uma forma única, em cada país”, prosseguiu.

Bianco Pietro, secretário-executivo da Pastoral Juvenil da Conferência Episcopal do Paraguai, sublinhou a oportunidade de construir o caminho para Lisboa num “ambiente sinodal”, com momentos de partilha e debate.

O jovem adiantou que “milhares de pessoas” se estão a preparar, no seu país, para acompanhar a JMJ 2023, como confirma Jorge Isidre, da delegação paraguaia, que apontou a uma “experiência maravilhosa”.

O padre José Filipe Fernández, representante da Pastoral Juvenil da Conferência Episcopal Espanhola, adiantou que a viagem até Lisboa se está a preparar “com muito entusiasmo”, no país vizinho.

“Podemos dizer que já estamos a viver a JMJ, estamos ansiosos por vir a Portugal, com muito entusiasmo e alegria”, disse à Agência ECCLESIA.

O sacerdote acredita que o enriquecimento recíproco dos vários participantes é um “elemento central” destas jornadas mundiais, cuja dimensão “logística” assume como um “grande desafio”.

“A nossa experiência é que a fé supera todos os problemas”, concluiu.

Durante o encontro, o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023 anunciou as diversas modalidades de pacotes para que os peregrinos possam usufruir de um conjunto de serviços organizados durante uma semana ou no período escolhido.

“Com o objetivo de ajudar os peregrinos a terem acesso a um conjunto de serviços de forma organizada como o alojamento, alimentação, seguro de acidentes pessoais, transporte e o kit do peregrino, o COL disponibilizou diversos pacotes de acordo com o tempo de estadia do peregrino. Os valores dos pacotes vão desde 50 euros a 235 euros, mediante a opção escolhida. Os peregrinos poderão estender a sua estadia por mais um dia, por mais 20 euros”, assinala uma nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

O acesso a todas as iniciativas da JMJ Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023, é de acesso gratuito, nomeadamente a Missa de Abertura, Acolhimento do Papa, Via-Sacra, Vigília com o Santo Padre e Missa de Envio, entre outros.

“À semelhança do que acontece em todas as Jornadas, o Comité Organizador Local organiza e disponibiliza opções de pacotes para que os peregrinos se possam inscrever e aceder a um conjunto de serviços, como alojamento, alimentação, transporte e segurança e o kit do peregrino”, precisa Duarte Ricciardi, secretário-executivo do COL.

As inscrições para a JMJ Lisboa 2023 vão abrir até ao final do mês de outubro e serão feitas através do site lisboa2023.org.

OC

Em Fátima, marcam presença os membros do organismo internacional de consulta dos jovens, do Dicastério para os Leigos, Família e Vida (Santa Sé), composto por 20 jovens de diferentes regiões do mundo, que foi criado após o Sínodo de 2018.

Béatrice Camara, da Guiné-Conacri, realçou a importância desta experiência de sinodalidade, em que todos “caminham juntos, apesar das diferenças”, procurando discernir o que o Papa espera dos jovens católicos.

Makoto Yamada, japonês, vem de um país em que os católicos são minoria e aludiu à importância da caminhada feita em conjunto com jovens de outras culturas, para enfrentar os “grandes desafios e mudanças” enfrentados pela Igreja e a sociedade.

 

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