Secretário-executivo diz que é necessário «criatividade» para preparar o encontro mundial de jovens

Foto Ricardo Fortunato/Renascença

Lisboa, 17 out 2020 (Ecclesia) – O secretário-executivo da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 afirmou em entrevista à Renascença e à Agência ECCLESIA que a organização deseja manter a “essência da jornada”, apesar da incerteza sobre os próximos três anos.

“Neste momento, não temos a visibilidade do formato, mas queremos que se mantenha a essência da Jornada. O acolhimento, o encontro entre a Igreja e os jovens, entre os próprios jovens, de Portugal para o mundo. Quanto ao formato em si, obviamente, vamos acompanhar o que for acontecendo”, afirmou Duarte Ricciardi na entrevista semanal da Renascença e da Agência ECCLESIA.

O secretário-executivo da JMJ Lisboa 2023 afirmou que, “como todos”, também a organização se está a “adaptar a este tempo”, mantendo “o mesmo espírito” e a “mesma vontade” e considera que “a criatividade é o ponto de ordem nesta fase da pandemia”.

Apesar da incerteza sobre o que vai acontecer até 2023, Duarte Ricciardi manifestou “esperança” de que a “pandemia passe” e se consiga recuperar económicamente para superar “os impactos sociais que esta pandemia possa ter”.

Na entrevista à Renascença e à Agência ECCLESIA, o secretário-executivo da JMJ disse também que a jornada que decorre em Lisboa “é algo de todo o país”.

“Já temos uma estrutura que envolve todas as dioceses de Portugal, reunimo-nos regularmente e partilhamos muitas coisas. Por norma, na semana anterior à Jornada, existem as pré-jornadas, em várias dioceses, é um evento onde estarão os próprios jovens que vêm do estrangeiro. Além disso, na preparação, todas as dioceses participam nas atividades, farão as suas próprias dinâmicas”, afirmou.

Duarte Ricciardi confirmou que, no dia 22 de novembro, uma delegação de Portugal vai ao Vaticano para receber os símbolos da JMJ do Panamá, cidade anfitriã do anterior encontro mundial de jovens, em 2019, sem adiantar o “formato” em que essa entrega vai acontecer.

A entrega dos símbolos a Portugal esteve prevista para o dia 5 de abril, Domingo de Ramos, com a participação de uma delegação de perto de mil jovens de Portugal, o que agora não vai acontecer por causa da “situação sanitária”.

“A pandemia tornou tudo isso mais difícil. Mas sabemos que vai acontecer no dia 22 de novembro”, afirmou.

Duarte Ricciardi referiu-se ainda à apresentação da marca da JMJ Lisboa 2023 como um dos “primeiros passos mais mediáticos”, um acontecimento “praticamente 100% digital” por causa dos condicionalismos da pandemia, e afirmou que o logo pretende também “exaltar o caminho” a fazer nos próximos três anos, “em conjunto” para “o maior evento de juventude que vai acontecer em Portugal”.

(Entrevista conduzida por José Pedro Frazão, da Renascença, e Octávio Carmo, da Ecclesia)

PR

JMJ 2023: «Queremos que se mantenha a essência da jornada », diz secretário-executivo

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