«Fomos a casa de família dos jovens, onde carregavam o telemóvel e descansavam» – padre Francisco Molho

Foto: JMJ 2023

Lisboa, 08 ago 2022 (Ecclesia) – O padre Francisco Molho, coordenador Diocesano da Pastoral Juvenil da Diocese de Beja, esteve presente no stand da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 no Festival Sudoeste e disse à Agência ECCLESIA que ali foram “a casa de família dos jovens, onde carregavam o telemóvel e descansavam”.

“Como o telefone não carrega em dois minutos, foi uma forma de manter os jovens ali connosco, nesse tempo estavam por ali, nos sofás e puffs, e fomos abordando os jovens, dando a conhecer a JMJ Lisboa 2023”, conta o sacerdote à Agência ECCLESIA.

Além do posto de carregamento dos telemóveis, o espaço tinha ainda “pequenos concursos para ganhar merchandising da JMJ Lisboa 2023”, o que fez com a juventude tivesse curiosidade.

“Chegámos a fazer fila para participação, tinham de seguir a página da JMJ no Instagram e aproveitávamos para dar a conhecer a essência deste acontecimento mundial”, explica.

Segundo o padre Francisco Molho estavam por ali “muitos jovens que já sabiam o que é a JMJ e até estavam envolvidos nas paróquias” mas também havia uma grande parte que “nunca tinham ouvido falar e nem sabia o que era”.

“É difícil medir os frutos desta presença mas sentimos que fomos ali a casa de família onde os jovens podiam estar, o nosso stand era onde os jovens passavam muito tempo, chegavam, sentavam-se e ficavam tardes inteiras a carregar o telemóvel e sentiam-se à vontade em estar connosco”, refere. 

Foto: JMJ 2023

O sacerdote, presente no stand de quinta-feira a domingo, juntamente com outros jovens do Comité Organizador Local e da Diocese de Beja, foi acolhendo e conversando com os jovens que ali chegavam.

“Foi uma experiência positiva para todos e para comigo, as pessoas ficavam estranhas em ver um padre mas ficavam contentes e acho que foi um testemunho importante”, refere.

Ainda no programa desta edição do Festival Sudoeste marcou presença o padre Guilherme Peixoto, da arquidiocese de Braga, DJ Peixoto, que animou a zona do campismo, na noite de quarta-feira. 

Em 2023, o festival vai acontecer nos dias 9 a 12 de agosto, “uma semana mais tarde do que o habitual, de modo a não colidir com a Jornada Mundial da Juventude”, adiantou a organização do evento.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A celebração assinala-se anualmente, a nível diocesano (atualmente na solenidade de Cristo-Rei, último domingo do ano litúrgico), e tem uma edição internacional, a cada dois ou três anos, numa grande cidade, para o encontro de jovens de todo o mundo com o Papa.

A 27 de janeiro de 2019, na conclusão da Jornada Mundial da Juventude na cidade do Panamá, Lisboa foi anunciada como sede do evento em 2022; a edição portuguesa acabou por ser adiada um ano, devido à pandemia de Covid-19, e vai decorrer de 1 a 6 de agosto de 2023.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo depois passado pelas cidades de Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

SN/OC

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