A um ano da jornada, Ana Alves assume «prioridade» de falar a geração de «nativos digitais»

 

Lisboa, 05 ago 2022 (Ecclesia) – Ana Alves, diretora de Comunicação da JMJ Lisboa 2023, disse à Agência ECCLESIA que o objetivo do trabalho, neste setor, é falar com “todo o mundo”, em particular para um público-alvo que tem “100% de nativos digitais”.

“Este é um encontro para o mundo, o Papa Francisco faz o convite para todos os jovens. Este é o nosso desafio”, assinala a responsável.

Para a entrevistada, a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que vai decorrer na capital portuguesa de 1 a 6 de agosto de 2023, “a comunicação digital é primordial, em todo este caminho”.

Ana Alves aponta ainda à necessidade de encontrar “equilíbrio” para que a “experiência física” e espiritual do próprio evento não seja perturbada pela “interação digital”.

A equipa de Comunicação, acrescenta, procura passar uma mensagem que cative “todos”, com linguagens específicas para as redes sociais e plataformas digitais, ajudando a informar e a fazer “um caminho espiritual”, de evangelização, “que distingue a Jornada Mundial da Juventude”.

A presença no Facebook, por exemplo, tem publicações em 22 línguas.

Temos de fazer chegar às pessoas que este é um encontro que promove a paz, a fraternidade e a união. Isso está intrinsecamente relacionado com o objetivo de evangelização”.

A 1 de agosto, a Fundação Jornada Mundial da JMJ Lisboa 2023 lançou uma campanha para assinalar a “simbólica data de um ano” para o encontro que vai reunir milhares de jovens de todo o mundo com o Papa Francisco, em Portugal.

“Através da campanha comemorativa que parte da figura do Papa Francisco e está assente no mote ‘Vemo-nos em agosto de 2023!’, todos são convidados a participarem e a se envolverem nesta Jornada, que é, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude determinada em construir um mundo mais justo e solidário”, indica uma nota da fundação.

A campanha inclui a colocação de outdoors e “uma presença forte nos meios digitais”, para apelar “à participação de todos neste encontro mundial de jovens”.

A diretora de Comunicação da JMJ Lisboa 2023 precisa que se entra agora numa “fase de aceleração”, para dar mais visibilidade ao que se está a fazer na organização de um evento centrado na juventude, “aberto a todos”, com atenção às dimensões da “inovação e sustentabilidade”.

As edições internacionais da JMJ são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo.

Ana Alves fala do “enorme entusiasmo” de toda a equipa que está nos bastidores, a preparar a edição de Lisboa.

“Não nos podemos esquecer de que, embora seja um encontro organizado em Portugal, em Lisboa, pelo Comité Organizador Local – que está, desde o início, em estreita articulação com o Governo, com a Presidência da República, a Câmara Municipal de Loures, a Câmara Municipal de Lisboa”, prossegue.

A responsável elogia ainda o trabalho que está a ser desenvolvidos pelos vários Comités Organizadores Diocesanos (COD), que complementa o “trabalho digital”, promovendo a relação humana, também através da peregrinação dos símbolos da JMJ.

“Estão a fazer chegar uma mensagem de alegria às comunidades”, conclui.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A celebração assinala-se anualmente, a nível diocesano (atualmente na solenidade de Cristo-Rei, último domingo do ano litúrgico), e tem uma edição internacional, a cada dois ou três anos, numa grande cidade, para o encontro de jovens de todo o mundo com o Papa.

A 27 de janeiro de 2019, na conclusão da Jornada Mundial da Juventude na cidade do Panamá, Lisboa foi anunciada como sede do evento em 2022; a edição portuguesa acabou por ser adiada um ano, devido à pandemia de Covid-19.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo depois passado pelas cidades de Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

HM/OC

 

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