Coordenador da iniciativa destaca passagem por uma diocese «transversal» ao país

Foto: JMJ Lisboa 2023

Lisboa, 02 dez 2022 (Ecclesia) – O coordenador da peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, padre Filipe Diniz, assumiu hoje a sua expectativa em relação à passagem da Cruz e do Ícone mariano pelo Ordinariato Castrense.

“A expectativa é diferente, pelo seu contexto, mas temos a oportunidade de ser uma diocese transversal”, disse o diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), em declarações enviadas à Agência ECCLESIA.

A 14ª etapa da peregrinação dos símbolos da JMJ por Portugal começou esta manhã, na Base Naval de Lisboa, após ter concluído a sua passagem pela Diocese de Setúbal.

“Os símbolos vão deixar uma marca”, referiu o padre Filipe Diniz, falando em particular dos jovens em formação, para servir o país.

O diretor do DNPJ mostrou a sua convicção de que os membros das Forças Armadas e de Segurança vão ter um “grande papel” na JMJ Lisboa 2023.

Já o administrador diocesano de Setúbal, padre José Lobato, faz um “balanço claramente positivo” da peregrinação dos símbolos pelo território sadino.

Para o sacerdote, a JMJ pode ajudar as comunidades católicas a despertar de uma certa “apatia”, para que os jovens “não fiquem parados”.

Setúbal vai ser uma das três dioceses de acolhimento para o encontro internacional que decorre de 1 a 6 de agosto do próximo ano, em Lisboa.

“Os primeiros passos estão dados, já temos o elenco de casas, paróquias, famílias, para esse acolhimento e essa é a nossa tarefa, agora”, assinalou o padre José Lobato.

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Nossa Senhora percorrem as dioceses de Portugal até julho de 2023; os símbolos foram entregues pelos jovens do Panamá, onde decorreu a JMJ 2019, aos jovens de Portugal numa Eucaristia presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, a 22 de novembro de 2020, solenidade litúrgica de Cristo Rei.

RP/OC

A Cruz peregrina

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por São João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países.

Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis.

Ícone

Desde 2000 que a Cruz Peregrina é acompanhada pelo Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este Ícone foi introduzido também pelo Papa São João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens.

Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das devoções mais populares marianas em Itália: é antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

 

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