Jovens que vão receber Cruz e Ícone das Jornadas Mundiais confessam expectativa

Roma, 21 nov 2020 (Ecclesia) – Os jovens portugueses que vão receber este domingo os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), das mãos do Papa, confessaram hoje à Agência ECCLESIA a emoção com que se preparam para este momento.

Daniela Calças, que celebra o seu aniversário este domingo, fala num “sonho tornado realidade” e numa experiência “única”, que vive em Roma desde sexta-feira.

A representante do Patriarcado de Lisboa vai receber o ícone de Nossa Senhora, com outra jovem portuguesa.

“A alegria é muita”, assinala.

A Cruz peregrina vai ser entregue a três jovens, entre eles João Amaral, da Academia Militar (GNR), para quem esta “é uma oportunidade fantástica”.

“Estou motivado, principalmente por ter essa tarefa de poder pegar na Cruz e poder levá-la para a nossa casa, onde acolheremos as jornadas, em 2023”, refere.

Beatriz Damião, da Academia Militar (Exército Português) assinala, por sua vez, ser “muito importante representar as Forças Armadas e as Forças de Segurança”.

“É uma honra poder estar aqui”, acrescenta.

Na delegação portuguesa encontra-se o padre Carlos Almada, da Diocese do Funchal, que levou a Roma uma carta dos jovens madeirenses, com destaque para três verbos: “agradecer, pedir e reavivar”

“Nesta carta, agradecem ao Papa pelas palavras de estímulo pelo Sínodo [2018], que foi um sinal grandioso de que contava com os jovens”, indica o sacerdote.

A carta tem intenções de oração por familiares, alguns dos quais a viver na Venezuela, e a memória da passagem de São João Paulo II pela Madeira, em 1991.

“Pedem, acima de tudo, que reze por eles e esteja com eles nesta preparação das jornadas”, acrescenta o padre Carlos Almada.

A Pastoral Universitária e Juvenil tem promovido várias atividades preparatórias, no arquipélago da Madeira, para envolver as novas gerações, desde já, “nesta pré-jornada, estes três anos que faltam”.

A passagem dos símbolos da JMJ do Panamá, que recebeu a edição internacional de 2019, para a capital portuguesa, que recebe a edição no verão de 2023, vai acontecer na Basílica de São Pedro, no final da Missa presidida pelo Papa, às 10h00 (hora local, menos uma em Lisboa), com transmissão online.

A Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora percorreram as dioceses do Panamá nos meses que antecederam a realização da Jornada Mundial da Juventude neste país da América Central, em 2019.

Os símbolos têm peregrinado por vários países e acompanham a preparação de cada JMJ.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo.

“Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países”, indica a nota da JMJ 2023.

A réplica do ícone de Nossa Senhora ‘Salus Populi Romani’, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, foi introduzida pelo Papa João Paulo II, em 2000, e entregue aos jovens três anos depois; o original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Esta é uma imagem particularmente venerada pelo atual Papa, que invoca a sua proteção, por exemplo, antes de cada viagem internacional; o nome Salus Populi Romani (protetora do povo romano) deriva da tradição de levá-la em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças.

A entrega dos símbolos esteve inicialmente agendada para o dia 5 de abril deste ano, Domingo de Ramos, e foi adiada para 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, por decisão do Papa Francisco, face à evolução da pandemia.

PR/OC

 

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