Afonso Virtuoso sublinha compromisso de permitir presença do maior número possível de pessoas

Lisboa, 21 nov 2021 (Ecclesia) – A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 promove desde hoje uma corrida solidária, a ‘WYD Global Race’, que visa angariar fundos para a preparação e realização do encontro promovido pela Igreja Católica.

“Qualquer um pode participar nesta corrida, é a grande vantagem de digital e de ser global. É um desafio para todos, tal como as jornadas são abertas a todos, são um desafio para todos”, disse à Agência ECCLESIA Afonso Virtuoso, que que integra o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023.

O entrevistado indicou que a ‘WYD Global Race’ é uma atividade realizada num “lógica de angariação de fundos” e quanto mais conseguirem angariar “mais baixo será o preço da jornada e na sequência disso mais jovens poderão vir”.

“O nosso entusiamo em fazer esta iniciativa é também equivalente ao entusiamo que temos que todos possam vir e ninguém deixe de vir porque não tem possibilidades”, afirmou.

Quem se inscrever tem a possibilidade de escolher “correr 2, 5 ou 10 quilómetros” numa corrida solidária a nível global que decorre entre 21 e 30 de novembro.

“As pessoas fazem este percurso no momento em que lhe for conveniente e esse score (classificação) que cada pessoa vai fazendo, o percurso que faz e o tempo em que o faz, vai sendo contabilizado numa app”, desenvolveu Afonso Virtuoso, convidado desta quinta-feira no Programa ECCLESIA (RTP2).

A organização da JMJ 2023 promove a corrida solidária global em parceria com o Move Sports, as inscrições na WYD Global Race estão abertas no site www.wydglobalrace.com ou fazendo o download da App.

Esta iniciativa começa no Dia Mundial da Juventude, este ano celebrado em cada diocese na solenidade de Cristo-Rei, por indicação do Papa Francisco.

Afonso Virtuoso destacou que as propostas que vão acontecer até à JMJ 2023 “ajudam a fazer caminho”.

“Fundamentalmente, têm de relembrar aquilo que verdadeiramente essencial, que é não ver a jornada como um fim: O Papa estar cá é uma grande oportunidade para nos ajudar a relembrar do essencial daquilo que nos une na JMJ a tantos jovens de nacionalidades diferentes, que é Cristo, a partilha de fé comum”, observou.

O responsável nacional do movimento Equipas Jovens de Nossa Senhora (EJNS) em Portugal sublinhou que os jovens, independentemente das circunstâncias e das gerações, “são todos humanos” e têm todos a característica da natureza humana de “procurar um sentido para as coisas” e a Igreja, e as jornadas como parte da Igreja, “têm de saber dar resposta a isso”.

“Como é que nas circunstâncias atuais podemos dar resposta e como podemos verdadeiramente chegar a este sentido que todos os jovens com maior ou menor evidência procuram. Essa vontade de procurar um sentido para as coisas, um sentido transcendente, esse sentido está lá, está muitas vezes apagado”, observou o jovem, de 25 anos.

A próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude vai decorrer em Lisboa, entre 1 e 6 de agosto de 2023, na primeira vez que Portugal acolhe a iniciativa.

O programa vai incluir catequeses e iniciativas culturais na cidade, antes dos encontros conclusivos sob a presidência do Papa, na zona do Parque Tejo.

HM/CB/OC

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