«Missão País», um dos maiores projetos para jovens no país, prepara-se para voltar ao terreno em 2022

Foto: RR/Miguel Rato

Lisboa, 21 nov 2021 (Ecclesia) – Manuel Azevedo Mendes, chefe nacional da ‘Missão País’ 2022, disse que o projeto de universitários católicos tem sido capaz de “tocar corações”, sem deixar ninguém “indiferente”.

“Num mundo em que se fala muito dos efeitos das tecnologias nos jovens, do sedentarismo, queremos mostrar que somos uma geração que está disposta a sair da sua zona de conforto, a largar o sofá de sua casa – como diz o Papa Francisco – e ir ao encontro dos outros”, assinala o convidado da entrevista semanal conjunta Renascença/ECCLESIA, publicada e emitida ao domingo.

O projeto católico começou há 19 anos com duas dezenas de jovens, mas no último ano em que se realizou, 2020, mobilizou 3500 voluntários.

“É muito bom ver que há tanta gente disposta a acolher esta mensagem da Igreja e a partir ao encontro das necessidades dos outros”, indica o chefe nacional da próxima missão.

Durante uma semana, os jovens missionários colocam-se “totalmente ao serviço, disponíveis para as necessidades da comunidade que encontram”.

A Missão País toca os corações das pessoas missionadas, mas toca também o coração dos missionários. Isso é muito bom, é muito visível, gratificante. É isso que fez a Missão País crescer tanto nos últimos anos, porque quem vai não fica indiferente àquela semana”.

O projeto de voluntariado missionário para universitários decorre  sempre na pausa letiva entre semestres, a partir do final de janeiro; para 2022, as inscrições começam a 9 de dezembro, embora os moldes da edição ainda dependam da evolução da pandemia.

Manuel Azevedo Mendes, de 23 anos, licenciado em direito pela Universidade de Lisboa, diz que a missão o fez “crescer na fé” e deu-lhe “grandes amigos”.

“Toda a gente, no ano a seguir, quer voltar. Se não valesse mesmo a pena abdicar de uma semana no conforto de casa, de descanso, para dar o nosso tempo aos outros, a Missão País não teria crescido como tem crescido de ano para ano”, conclui o responsável.

Ângela Roque (Renascença), Octávio Carmo (Ecclesia)

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