«Portugal é um país aberto por natureza e Lisboa atrai» – padre João Chagas

Foto: Miguel Cotrim

Lisboa, 25 jan 2020 (Ecclesia) – O responsável pelo setor da juventude no Vaticano, padre João Chagas, acredita na grande participação de jovens na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2022, afirmando que Lisboa é “considerada uma das melhores cidades para viver e isso atrai”.

“Quantas pessoas de outros países têm escolhido Portugal para viver? Isso mostra ser um país aberto por natureza, tem atraído muito, Lisboa é considerada uma das melhores cidades para viver, só isso atrai e vai ser forte durante a Jornada Mundial da Juventude”, disse o sacerdote brasileiro à Agência ECCLESIA. 

O responsável pelo setor da juventude do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé) esteve em Portugal, num encontro promovido pela Diocese de Coimbra, e reforçou que espera “grande participação de jovens portugueses, da Europa e de todo o Mundo”, em 2022, na primeira edição internacional da JMJ em território português.

Um ano depois do anúncio da realização Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, o sacerdote  recorda os “tempos áureos da História de Portugal, nas Descobertas, inclusivé do Brasil” e vê que Portugal era “um país em saída”, “vivia muito projetado não só a olhar para si mas a olhar para fora”.

É um momento de abertura do país para o mundo, acredito que possa ser para a Igreja e para o próprio país, um momento para redescrobrir a vocação universal e pôr para fora o que de melhor tem e pode ser uma oportunidade não só para o campo da fé, mas para o turismo e contactos internacionais”.

O padre João Chagas acrescentou ainda que vê a JMJ “não só um investimento para este momento mas para o futuro, e não só para a Igreja mas para o país”.

“Iremos ter um encontro preparatório da JMJ, com representantes de conferências episcopais de todo o mundo, desde o dia 01 de abril, onde vamos avaliar a JMJ Panamá e pensar a JMJ de Lisboa, bem como todo o caminho de atuação do sínodo de 2018 sobre a juventude”, explica.

O sacerdote, que considera a JMJ como “um dos maiores eventos do mundo”, adianta que ainda não há datas definidas para a JMJ de Lisboa, decisão que será o “comité organizador local a anunciar”;  no dia de Ramos, 05 de abril vão ser entregues os símbolos da JMJ aos jovens de Portugal.

“A JMJ tem uma ‘pré historia’, e levar a cruz tornou-se uma tradição, digo que é como a tocha olímpica que vai de mãos em mãos, por analogia, a cruz da JMJ prepara o terreno como também quando chega à grande celebração da JMJ marca o início daquela manifestação”, assume.

O sacerdote explicou ainda à Ecclesia que o trabalho para a JMJ de Lisboa “ começou antes da JMJ do Panamá”.

“Nós já sabíamos, o Patriarcado de Lisboa já sabia meses antes, e as reuniões de trabalho já tinham acontecido; já tínhamos vindo a Lisboa ver locais e, depois da JMJ Panamá, a interação é muito frequente, os contactos são quase diários, trabalhamos em grande sintonia”, explica.

O setor da juventude do Vaticano assume a “organização dos vários comités da JMJ, e das pré jornadas”, “supervisiona, é um apoio para o comité local” mas o “grosso é feito no local”.

“Acredito que estejam a ser feitos contactos a 360º também na sociedade civil para os mais diversos tipos de colaboração que sejam necessários”, conta.

A frase bíblica “Maria levantou-se e partiu apressadamente”, do Evangelho de Lucas, é o lema escolhido pelo Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude que se vai realizar em Lisboa, Portugal, em 2022.

PR/SN

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