Cardeal-patriarca disse que o encontro mundial de jovens em Portugal vai decorrer nos últimos dias de julho e primeiros de agosto

Foto Agência ECCLESIA/PR

Lisboa, 16 mar 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco quer que a Jornada Mundial da Juventude em 2022 seja uma ocasião de “evangelização” e de “missão”, disse hoje D. Manuel Clemente no encerramento da Missão País 2019.

Na homilia da Missa que presidiu na Igreja de São Domingos, o cardeal-patriarca referiu-se ao encontro que teve com o Papa, há duas semanas, onde Francisco apontou os objetivos para o encontro mundial de jovens, em 2022, adiantando que os vários eventos da jornada vão decorrer nos “últimos dias de julho e primeiros de agosto”

“Perguntei ao Papa ‘o quer da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, em 2022?’ Ele disse uma palavra e disse-a devagarinho: ‘Evangelização’”, lembrou D. Manuel Clemente.

O cardeal-patriarca de Lisboa espera que “tudo quanto aconteça seja Evangelho vivo, na vida dos jovens que participam na jornada e para todas as pessoas que, em Lisboa ou através dos media, também vão participar”.

“E disse outra coisa: ‘Evangelização em missão, em saída’”, acrescentou D Manuel Clemente, recordando o encontro com o Papa.

O cardeal-patriarca referiu que os jovens não podem estar envolvidos “só reuniões”, mas “sair, ir ao encontro dos outros, acolher a gente que vem”.

“É aí que o Evangelho se aprende”, sustentou.

No diálogo com o Papa Francisco, D. Manuel Clemente falou do projeto Missão País como exemplo de atividades para os jovens que acontecem “em saída”.

“Os olhos dele ainda brilharam mais! Ele está cheio de vontade de cá chegar”, disse o cardeal-patriarca a respeito do encontro com o Papa Francisco para preparar a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.

“Vai ser uma coisa gigantesca que nós portugueses nunca fizemos”, afirmou D. Manuel Clemente, acrescentando que a razão de ser da candidatura de Lisboa são os muito projetos juvenis em curso em Portugal.

“Porque é que se avançou? Por causa de vocês”, referiu o cardeal-patriarca de Lisboa na Missa de encerramento da Missão País 2019, acrescentando outros projetos e movimentos juvenis que foram insistindo na ideia de Portugal organizar uma Jornada Mundial da Juventude.

“Sinto-me uma espécie de surfista: a onda não sou eu, são vocês, mas tenho de me aguentar nela”, acrescentou D. Manuel Clemente.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, o envolvimento dos jovens é “tão grande, tão forte, tão verdadeiro, tão entusiasmante que tem de ter seguimento”.

“Vamos para a frente, vamos mobilizar as 20 dioceses de Portugal e oferecer isto aos jovens de tudo o mundo”, acrescentou D. Manuel Clemente.

“Tenho a certeza absoluta que quando chegarmos ao final de 2022 estaremos todos diferentes, estaremos todos melhores”, concluiu o cardeal-patriarca de Lisboa.

PR

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