Presidente da República evoca «arauto inspirador de causas e missões comunitárias»

Foto: Ponto SJ

Lisboa, 01 jul 2022 (Ecclesia) – O sacerdote jesuíta António Vaz Pinto faleceu hoje aos 80 anos de idade, na sequência de doença prolongada, informou hoje a Companhia de Jesus em Portugal.

O religioso foi, entre outras missões, alto comissário para as Migrações e Minorias Étnicas e esteve ligado à criação dos ‘Leigos para o Desenvolvimento’.

Em nota, os Jesuítas portugueses realçam que o falecido sacerdote “foi responsável pela criação e implementação de várias obras da Companhia de grande impacto apostólica”.

Nascido em Lisboa, a 2 de junho de 1942, António Vaz Pinto entrou para a Companhia de Jesus em 1965; foi ordenado padre em 1974, “tendo dedicado grande parte da sua vida à formação cristã e espiritual dos universitários e ao acompanhamento de vários grupos”.

Entre 1998 e 2005 foi assistente nacional da Comunidade de Vida Cristã (CVX) e, em 2008, foi nomeado diretor da Revista ‘Brotéria’; trabalhou também, durante vários anos, na Rádio Renascença, onde foi assistente entre 1984 e 1997, colaborando com vários órgãos de comunicação social, incluindo a ECCLESIA.

A 30 de janeiro de 2006 foi distinguido pelo presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

O sacerdote jesuíta faleceu, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8 de junho, na sequência de um tumor pulmonar.

“Rezamos, comovidos e entristecidos, mas agradecidos e cheios de confiança, com a família do P. António, com os seus amigos pessoais e com a comunidade inaciana. Confiamos a vida do P. António nas mãos do Pai e contamos com a sua enérgica intercessão”, conclui a nota dos Jesuítas em Portugal.

O presidente da República Portuguesa reagiu ao falecimento, com uma nota oficial, evocando “uma das figuras da Igreja Católica mais marcantes dos anos 70 até ao virar do século, na Companhia de Jesus, na Cultura, e, sobretudo, na formação da Juventude Universitária – quer em Lisboa, quer em Coimbra –, e na presença pioneira no mundo da língua portuguesa”.

“De raras qualidades humanas e vocacionais, o seu poder de mobilização dos jovens dele fez um arauto inspirador de causas e missões comunitárias”, assinala Marcelo Rebelo de Sousa, “amigo e admirador desde sempre” do padre António Vaz Pinto.

A nota comclui-se com a “ profunda homenagem e saudade” do chefe de Estado, que apresenta sentidas condolências à família do sacerdote e à Companhia de Jesus.

Já a ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, com a tutela das Migrações, lamenta a morte do padre António Vaz Pinto e “relembra todo o seu trabalho humanista em prol de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva”.

A Missa exequial vai ser presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, esta segunda-feira, pelas 10h00, na igreja do Colégio de São João de Brito.

OC

Notícia atualizada às 13h50

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