Padre Rui Fernandes, jesuíta português, dá conta de «tristeza», «tensão» e «capacidade organizativa»

Foto: Lusa

Lisboa, 14 ago 2020 (Ecclesia) – Os Jesuítas em Portugal lançaram uma campanha de angariação de fundos para ajudar o Líbano e as populações atingidas pela explosão em Beirute que provocou a morte a cerca de 170 pessoas e deixou 300 mil desalojadas.

“Esta iniciativa pretende responder aos apelos de ajuda que chegam de quem está no terreno, entre eles muitos jesuítas, e vai ao encontro do desejo do Papa Francisco, de que os cristãos apoiem o país neste momento de profunda necessidade”, indica um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A campanha «Ajudar o Líbano» destina-se à recolha de donativos que serão entregues à Fundação Gonçalo da Silveira (FGS), que os fará chegar à Rede Xavier, a plataforma internacional de ONG’s dos jesuítas que será responsável por aplicá-los no terreno, em articulação com as entidades locais, adianta a Província Portuguesa da Companhia de Jesus.

Uma explosão no porto de Beirute, capital do Líbano, no dia 4 de agosto, provocou a morte de cerca 170 pessoas, feriu seis mil e deixou desalojadas 300 mil pessoas, segundo os últimos dados.

O Parlamento libanês, na primeira sessão após as explosões, aprovou esta quinta-feira a declaração do estado de emergência em Beirute, que concede poderes alargados às forças armadas num momento de contestação popular e incerteza política.

A explosão veio agravar um clima de grande tensão já existente, conforme explicou à Agência ECCLESIA o padre Rui Fernandes, jesuíta português a viver em Beirute há cerca de um ano e meio, onde se encontra a escrever uma tese de doutoramento.

O padre deu conta de “muita tristeza” por ver “uma zona de Beirute muito característica parecer um ambiente de guerra, de destruição”, mas encontra muito “pragmatismo” e uma “capacidade de organização” que mostra a resiliência da população.

“A gravidade da situação mostrou a prontidão dos gestos de generosidade. As ruas estão inundadas de vidros e a banda sonora são estilhaços a ser varridos. Mas a cidade está inundada de voluntários, universitários, escuteiros católicos e muçulmanos, a Cáritas e o Banco alimentar, as pessoas andam de máscara e vassoura na mão a apanhar vidros, a ver se outros precisam de medicamentos e alimentos”, indicou.

Para mais informações sobre a campanha «Ajudar o Líbano» estão disponíveis os contactos: gabinetecomunicacao@jesuitas.pt / 967055211

LS

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