Foto: AIS

Lisboa, 05 set 2019 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que a “reinauguração” da igreja dos Santos Benjamim e Sara foi um “sinal de esperança” para a comunidade cristã em Qaraqosh, no Iraque.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, a fundação pontifícia destaca que a reinauguração do templo, que foi totalmente reconstruído, é um símbolo claro da vontade das famílias cristãs de regressarem às suas terras, às suas zonas de origem.

A AIS contextualiza que a igreja tinha sido destruída pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico “durante o vendaval de violência que assolou a região após o mês de agosto de 2014 e que levou à expulsão dos cristãos que viviam na região”.

“Ressurreição da própria comunidade cristã local”, afirma o padre George Jahola, lembrando que em 2014 quando tiveram que abandonar igrejas e casas, a cidade de Qaraqosh “contava com cerca de 50 mil habitantes cristãos” e “foi reduzida a metade, apenas cerca de 26 mil cristãos retornaram”.

A AIS acrescenta que a reinauguração do templo, na Solenidade da Assunção, a 15 de agosto, “é também sinal de que uma das páginas mais negras da história do cristianismo no Iraque está ultrapassada” mas ameaças aos cristãos e a outras minorias religiosas na região, como os Yazidis, “permanece bem viva”.

“O Cristianismo no Iraque, uma das Igrejas mais antigas, está perigosamente próximo da extinção. Antes de 2003 chegávamos ao milhão e meio, 6% da população do Iraque. Hoje talvez já nem cheguemos aos 250 mil. Talvez menos. Os que permanecem têm de estar prontos a enfrentar o martírio”, disse o arcebispo católico caldeu de Erbil, no início de agosto.

Na entrevista à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, D. Bashar Warda questionou se poderá um povo “inocente e pacífico” ser perseguido e eliminado por causa da sua religião.

“O mundo será cúmplice da nossa eliminação por não querer dizer a verdade aos nossos perseguidores?”, perguntou ainda o arcebispo católico caldeu de Erbil.

A Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos da América calcula que cerca de 15 mil combatentes jihadistas permanecem no Iraque, divulga a AIS.

CB

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