Igreja: Vaticano divulga programa das visitas pastorais do Papa em Itália

Ciclo de deslocações a Pompeia, Nápoles, Roma, Acerra, Pavia e Lampedusa realiza-se entre maio e julho

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 25 abr 2026 (Ecclesia) – O Vaticano divulgou hoje o programa das visitas pastorais do Papa a Itália, que incluem Pompeia, Nápoles, a Universidade “La Sapienza” de Roma, Acerra, Pavia e Lampedusa e decorrem entre maio e julho.

O ciclo de deslocações, anunciados em fevereiro, tem início a 8 de maio, no primeiro aniversário da eleição de Leão XIV, com a visita ao Santuário de Nossa Senhora de Pompeia.

Depois da partida do heliporto do Vaticano (8h) (menos uma em Lisboa), o Papa segue para este local, onde chega às 8h50 para ser recebido pelo arcebispo e delegado Pontifício do Santuário, D. Tommaso Caputo, bem como por autoridades locais e regionais.

Depois, Leão XIV vai ter um encontro, com um grupo de pessoas em situações de vulnerabilidade, acolhidas nos diversos Centros do Santuário de Pompeia, marcado para as 9h, realizando uma saudação aos presentes.

A entrada do Papa no Santuário está prevista para as 9h45, onde será recebido pelo reitor D. Pasquale Nocerino, que lhe vai apresentar o crucifixo para veneração e a água para aspersão; ali estarão presentes pessoas com deficiência (que acompanharão a Missa através de ecrãs).

Depois da bênção e palavras de saudação aos presentes, Leão XIV chega à Capela de São Bartolomeu Longo, santo fundador do Santuário, às 10h, onde vai fazer uma saudação aos bispos presentes.

Segue-se a Capela da Reconciliação, onde o pontífice se encontrará os sacerdotes do Santuário e vestirá os paramentos sagrados na sacristia.

Para as 10h30 está prevista uma concelebração eucarística, na Praça Bartolo Longo, com a homilia do Papa e a súplica à Nossa Senhora de Pompeia.

Após o almoço, Leão XIV parte de helicóptero para Nápoles, onde o esperam o cardeal Domenico Battaglia e outras autoridades locais.

A primeira deslocação é à catedral da cidade, onde o Papa se reúne pelas 15h45 com o clero e consagrados e realiza um discurso aos presentes, cumprimentando alguns colaboradores da Cúria diocesana.

Pelas 16h30 está prevista a saída para a Praça do Plebiscito para um encontro com a população local, seguindo-se a entrada na Basílica de São Francisco de Paola (17h) para saudar a Comunidade dos Padres Mínimos e algumas Autoridades.

Após discursos e animação da Pastoral Juvenil, o Papa discursa e faz o ato de consagração à Virgem Maria.

O dia conclui-se com a partida de Nápoles, prevista para as 18h30, e chegada ao Vaticano pelas 19h30.

Menos de uma semana depois, o Papa visita, a 14 de maio, a Universidade “La Sapienza” em Roma, onde, pelas 10h30, vai saudar os estudantes a partir da escadaria monumental e, 15 minutos mais tarde, se reúne com a reitora.

Para as 11h está previsto o descerramento de uma placa comemorativa da visita ao local e uma saudação aos membros do Senado Académico e aos funcionários da Universidade.

Após uma visita à exposição “Sapienza e o Papado”, o Papa encontra-se às 11h30 com docentes e estudantes e vai proferir um discurso.

O regresso ao Vaticano está marcado para as 12h50.

Ainda neste mês, a 23 de maio, na véspera do aniversário da publicação da encíclica do Papa Francisco sobre o ambiente ‘Laudato si’, Leão XIV viaja até Acerra, no sul de Itália, situada na famosa ‘Terra dei Fuochi’, uma zona entre Nápoles e Caserta conhecida pela eliminação ilegal de resíduos tóxicos e pela queima de plástico e materiais industriais, informa o Vatican News.

Esta visita vai ficar marcada por encontros com famílias vítimas da poluição ambiental e com presidentes de câmaras e fiéis de vários municípios.

No mês seguinte, a 20 de junho, Leão XIV visita a cidade de Pavia, onde se encontram os restos mortais de Santo Agostinho, pai da ordem religiosa de que o atual Papa foi responsável mundial.

Antes de se dirigir à Basílica, o Papa irá ao Centro Nacional de Hadronterapia Oncológica (CNAO), onde se reunirá com dirigentes, pessoal médico e crianças em tratamento, acompanhadas pelos pais.

Já no dia 4 de julho, o Papa desloca-se até à ilha de Lampedusa, numa viagem centrada no drama migratório no Mediterrâneo, onde vai demonstrar a proximidade para os migrantes tal como fez o antecessor, que ali realizou a primeira visita pastoral do pontificado.

LJ

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