Francisco pediu que dinheiro investido em armamento seja usado em estudos para «prevenir catástrofes»

Foto Vatican News

Cidade do Vaticano, 01 mai 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco pediu hoje que o dinheiro usado para “aumentar e aperfeiçoar os armamentos” promova “estudos adequados para prevenir catástrofes” como a Covid-19 no futuro, no início de uma maratona de oração pelo fim da pandemia.

No final do primeiro Terço pelo fim da pandemia, o Papa pediu conforto para todos que se “sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos”, por vezes, “sepultados de uma maneira que fere a alma”.

“Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres da ciência, para que possam encontrar as soluções justas para vencer este vírus. Assisti os responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo quem não tem o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade”, desenvolveu, na Basílica de São Pedro.

Neste contexto, pediu que o dinheiro usado para “aumentar e aperfeiçoar os armamentos” tenham como destinado estudos para “prevenir catástrofes” como a atual pandemia, no futuro.

“Sustentai aqueles que estão angustiados por terem pessoas doentes de quem não se podem aproximar. Infundi confiança a quem vive ansioso com o futuro incerto e com as consequências sobre a economia e o trabalho”, assinalou.

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Francisco pediu também à “Mãe de Deus” proteção para os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde e os voluntários que, neste período de emergência, arriscam a “vida para salvar outras vidas”, lembrou quem assiste os doentes, noite e dia, e os sacerdotes que “procuram ajudar e apoiar com solicitude pastoral e dedicação evangélica”.

No início do rosário, o Papa explicou que vão rezar pelas “muitas pessoas que foram tocadas pelo vírus e que continuam a sofrer as consequências”, por quem faleceu, as famílias que “vivem a dor e a incerteza do amanhã”, aos profissionais da linha da frente, as “pessoas em luto e dor”, por quem “com um simples sorriso e uma boa palavra levaram conforto aos necessitados” e quem sofreu violência doméstica, por causa do “fechamento forçado”, especialmente mulheres.

‘A oração a Deus subiu incessantemente de toda a Igreja (At 12,5)’ é o tema desta iniciativa, que surge do “desejo do Santo Padre”, é promovida pelo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização e envolve 30 santuários marianos que são responsáveis pela oração do Rosário diariamente que vai ser transmitido pela Santa Sé, às 18h00 de Roma (menos uma hora em Lisboa).

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O Santuário de Fátima também vai participar nesta iniciativa mundial e rezar por ‘todos os presos’, às 17h00 do dia 13 de maio.

No final da oração no Vaticano, Francisco abençoou 30 terços que vão ser enviados para os santuários que participam na “maratona”.

O Papa vai encerrar esta iniciativa pelo fim da pandemia, presidido ao Rosário, no dia 31 de maio, nos Jardins do Vaticano.

CB

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