No programa ECCLESIA, todas as quartas-feiras, de 7 de agosto a 4 de setembro, na RTP2

Foto: AIS

Lisboa, 06 ago 2019 (Ecclesia) – A diretora da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em Portugal afirma que o tema da perseguição aos cristãos “nunca foi tão atual como hoje”, uma realidade que vai ser apresentada em documentários no programa ECCLESIA, na RTP2.

“Estes documentários são para mostrar como é hoje difícil a vida de determinados grupos, neste caso os cristãos: A Etiópia, a Síria, Nigéria, Tanzânia, são países onde a comunidade cristã é uma minoria e onde é perseguida apenas e só porque é cristã, porque tem uma fé diferente da maioria desta população”, disse Catarina Martins Bettencourt.

Numa parceria com a Agência ECCLESIA, a fundação pontifícia vai apresentar cinco documentários sobre as dificuldades da Igreja e dos cristãos em diversas regiões do globo, todas as quartas-feiras, de 7 de agosto a 4 de setembro, a partir das 15h00, na RTP2.

“Os documentários sobre África vão ser muito elucidativos para mostrar que é hoje um continente que sofre perseguições e violência apenas e só baseado na religião”, realçou na entrevista à Agência ECCLESIA.

Neste âmbito, deu como exemplo “a dificuldade da comunidade cristã ir à Missa todos os dias, celebrar a sua fé” no destino turístico de Zanzibar, que vai ser apresentada no documentário sobre a Tanzânia (dia 21 de agosto).

Já na Nigéria (14 de agosto), adianta a entrevistada, um dos padres vai testemunhar que a comunidade continua a aparecer “às centenas, aos milhares”, todos os fins de semana para celebrar a Missa, “independentemente da perseguição” do grupo radical islâmico Boko Haram.

A diretora do secretariado português da AIS afirma que o tema da perseguição aos cristãos “nunca foi tão atual como é nos dias de hoje”, mas, realça que, “cada vez mais, se vai falando dada a dimensão de tudo o que vai acontecendo”, por isso, “é sempre bom” divulgar os documentários para mostrar que a falta de liberdade religiosa “não é apenas no Médio Oriente”.

“O Médio Oriente ganha uma dimensão a nível planetário de tudo o que se passou nestes últimos anos nestes países, mas não se pode confinar apenas a esta zona do mundo. Podemos falar da Ásia, África, na própria América Latina, são situações que mostram que esta realidade é transversal”, desenvolveu.

A assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 22 de agosto como o Dia internacional das Vítimas da Violência Religiosa e para Catarina Martins Bettencourt a declaração destes dias “são um marco”.

Uma das prioridades da fundação pontifícia é informar, “dar a conhecer”, por isso, “divulgar a situação dos cristãos no mundo é essencial”: “Quando conhecemos não podemos de facto ficar indiferentes a esta realidade”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma instituição pastoral com o “objetivo claro de ajudar a Igreja a permanecer viva junto da comunidade” e as suas respostas são variadas desde a ajuda a construir uma igreja, “um espaço para a comunidade reunir”, ou o apoio alimentar, como os cabazes que deram à população “de Alepo para poder sobreviver”, como apresenta o documentário sobre a Síria (28 de agosto).

“Vamos ver nos programas as nossas várias áreas de atuação no terreno que são muito diferentes desde a parte da evangelização, do apoio aos refugiados”, salienta Catarina Martins Bettencourt, revelando que há países que “pedem a impressão de literatura religiosa para poder formar as pessoas”, como são exemplo as ‘Bíblias para as crianças’.

PR/CB

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