Dicastério da Santa Sé tem como missão favorecer o crescimento e a preservação destas comunidades católicas

Foto Vatican Media

Cidade do Vaticano, 06 ago 2019 (Ecclesia) – O Papa nomeou hoje 9 novos membros para a Congregação para as Igrejas Orientais, dicastério da Santa Sé que tem como missão promover o crescimento e a preservação destas comunidades católicas.

Segundo o portal Vatican News, Francisco escolheu para o referido organismo os cardeais Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città della Pieve, em Itália; Carlos Osoro Sierra, arcebispo de Madri, em Espanha;  Anders Arborelius, bispo de Estocolmo, na Suécia; e  Luis Francisco Ladaria Ferrer, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Na lista constam ainda os nomes de D. Anthony Colin Fisher, arcebispo de Sydney, na Austrália, D. Georges Bacouni, arcebispo de Beirute e Jbeil, dos Greco-Melquitas, no Líbano;  D. Borys Gudziak, arcebispo de Filadélfia dos Ucranianos, nos Estados Unidos da América; D. Michel Aupetit, arcebispo de Paris, em França; e D. Miguel Ángel Ayuso Guixot, presidente do Pontifício Conselho de Diálogo Inter-religioso.

A Congregação para as Igrejas Orientais, instituída pelo Papa Bento XV, completou em maio último 102 anos de atividade.

Este dicastério “tem como missão favorecer o crescimento, salvaguardar os direitos e o património litúrgico, disciplinar e espiritual das comunidades católicas orientais de rito arménio, bizantino, copta e sírio.

Em causa estão aquelas comunidades que, após o Cisma de 1054, romperam os laços com os Patriarcas Ortodoxos do Oriente (Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém) e voltaram à plena comunhão com o Papa preservando, no entanto, a sua Liturgia e o respetivo direito eclesiástico.

Atualmente as Igrejas Orientais Católicas estão presentes, sobretudo, na Síria, Iraque, Egito, Chipre, Grécia, Turquia, Palestina, Líbano, Irão, Jordânia, Ucrânia, Arménia, Albânia, Etiópia e Eritreia.

Em relação a estes territórios, o mesmo dicastério da Santa Sé tem também jurisdição absoluta sobre todos os bispos, membros do clero e religiosos.

Entre 1917 e 1967, os destinos da Congregação para as Igrejas Orientais estavam entregues às mãos do próprio Papa, que depois delegava funções no cardeal secretário.

A partir de 1967 essa missão passou para um prelado, com o título de Prefeito, sendo que neste momento está entregue ao cuidado do cardeal argentino Leonardo Sandri.

JCP

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