Leão XIV destacou que «é um desafio exigente», um novo modelo organizacional centrado na pessoa
Cidade do Vaticano, 27 abr 2026 (Ecclesia) – Leão XIV abençoou a primeira pedra do ‘Centro do Coração (Cuore) – Papa Francisco’ do Hospital romano Agostino Gemelli, que inspirou a reflexão sobre a encíclica ‘Dilexit nos’ (amou-nos), esta segunda-feira, dia 27, na Sala do Consistório, no Vaticano.
“Num primeiro sentido, digamos funcional, significa Cardiovascular Unique Offer ReEngineered [Oferta Exclusiva Cardiovascular Reestruturada]. Ou seja, indica, através de um acrónimo de grande impacto imediato [Cuore], aquela parte do vasto complexo que é o «Gemelli» onde se concentrarão os cuidados de saúde relacionados com as doenças cardiovasculares”, salientou o Papa, no discurso publicado na sala de imprensa da Santa Sé.
Na audiência ao Hospital Universitário Agostino Gemelli, em Roma, Leão XIV destaca que definem o Centro Coração – Papa Francisco como “um novo modelo organizacional centrado na pessoa”, o que “é um desafio exigente”, e deseja que o “enfrentem com entusiasmo, colaboração e também oração”, e o nome desta estrutura inspirou “a breve reflexão” a partir da encíclica ‘Dilexit nos’ (amou-nos) do pontífice argentino.
“A mensagem central é teológica e espiritual, centrada no mistério de amor do Coração de Cristo, principal fonte de inspiração e de apoio para a nossa vida e o nosso trabalho. Como uma chama perene, este amor suscitou na Igreja inúmeras testemunhas de caridade, inclusive de caridade educativa e social”, indicou, recordando o padre Gemelli, a beata Armida Barelli e os outros fundadores da Universidade Católica do Sagrado Coração.
‘Dilexit nos’ (amou-nos), dedicada à devoção ao Coração de Jesus, é a quarta e última encíclica de Francisco, publicada no dia 24 de outubro de 2024, segundo Leão XIV, é “quase um testamento”.
“Na primeira parte, remete para a antropologia cristã, que entende o coração como o centro e a síntese da pessoa humana”, explicou o Papa, que citou um trecho do número 21, onde encontram o “quadro de princípios e valores” que estão na base da formação da policlínica, uma formação que encorajou, indicando que “quanto mais o «Gemelli» cresce, tanto mais deve ser cuidada a formação humana e cristã de quem nele trabalha”.

Leão XIV assinalou que a palavra ‘coração’, para o Hospital romano Agostino Gemelli, “significa muito”, porque faz parte do próprio nome da Universidade Católica do Sagrado Coração à qual pertence, na audiência aos representantes desta universidade católica, do Instituto G. Toniolo, da Fundação Hospital A. Gemelli IRCCS e da Fundação Roma.
O Papa recordou, “um pormenor histórico importante”, que quando chegou o momento de solicitar o reconhecimento do Estado para a nova Universidade, “muitos aconselharam” o padre Gemelli a não atribuir o nome ‘Sagrado Coração’, pois “seria considerado demasiado devocional”, o fundador “ponderou”, mas a beata Armida Barelli “não teve dúvidas” porque “era ao Coração de Cristo que se devia a série de «milagres» que tinham tornado possível a empreitada”.
Na manhã desta segunda-feira, dia 27 de abril, Leão XIV, recebeu também em audiência a arcebispa de Cantuária (Anglicanos), Sarah Mullally, e o prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, a quem autorizou a promulgar os decretos relativos ao martírio de religiosos e um sacerdote espanhol, à oferta da vida de um leigo espanhol que morreu ao salvar a vida de sete crianças, no Equador, e a reconhecer as virtudes heroicas de três religiosas, duas italianas e uma holandesa.
CB
