Bispo do Algarve traça linhas Igreja missionária nas realidades paroquiais, diocesana e a nível nacional A criação de um Observatório da Missão, disponibilizar sacerdotes diocesanos para missões “ad tempus” e incentivar leigos são algumas das linhas, traçadas para realidades paroquiais, diocesanas e nacionais, apresentadas pelo Bispo do Algarve. Sem conclusões antecipadas, D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve e ex-presidente da Comissão Episcopal das Missões, traçou os princípios inspiradores e linhas de acção para a missão da Igreja em Portugal. As linhas de acção são o resultado da reflexão de um grupo de trabalho que, teve também em conta, a partilha feita das realidades diocesanas, na tarde de ontem, dia 5, onde ficaram evidentes muitas actividades que já acontecem, mas também as dificuldades que os grupos, paróquias, institutos e congregações enfrentam, para além das assimetrias entre dioceses. O rasgar horizontes “é também um incentivo. Um principio dinamizador da comunidade pastoral”, indicou D. Manuel Quintas. “A missão não é facultativa, adiável ou delegável”. A nível paroquial, as linhas indicam a necessidade de realizar sessões de formação “missionária”, para adultos, jovens e crianças. Em cada paróquia, deve ser também realçado o Dia Missionário Mundial e ao Dia da Infância Missionária, promovendo a participação das crianças em iniciativas solidárias. Incrementar a criação de grupos missionários, sejam eles jovens ou adultos e promover o voluntariado missionário. A nível paroquial, deve ainda incentivar-se a experiência missionária “ad tempus” de párocos diocesanos e dar a conhecer mais e melhor o trabalho dos missionários/as. A nível diocesano devem ser criadas as condições necessárias, onde ainda não existam, para que o Secretariado Diocesano das Missões (ou outro organismo) seja mais dinâmico, promovendo, congregando e coordenando as diversas iniciativas de animação missionária, em parceria com os outros secretariados da própria Diocese, as OMP nacionais e os IMAG/ANIMAG. As potencialidades missionárias devem ser descobertas, valorizadas e desenvolvidas. Reconhecendo as dificuldades entre os sacerdotes, a experiência missionária ad gentes, deve ser promovida e permitida aos sacerdotes diocesanos que o desejarem. A somar à disponibilidade dos presbíteros, incentivar e apoiar os leigos. A promoção da geminação entre paróquias/dioceses, por um período de tempo limitado, são também para ser incentivadas. Toda a diocese deve sensibilizar para uma maior participação nas iniciativas missionárias de âmbito nacional (Jornadas Missionárias, Curso de Missiologia…). A nível nacional, pede-se uma maior coordenação entre todos os organismos de animação missionária em Portugal (Comissão Episcopal das Missões, Direcção Nacional das OMP, Conselho Nacional das Missões, CIRP, FNIS, IMAG/ANIMAG, FEC) e as Dioceses. As linhas orientadoras apontam para a criação de um «Observatório da Missão», um organismo, constituído por várias instituições, que mantenha a Igreja atenta e desperta para realidades missionárias. O mês de Outubro deve ser dinamizado, como um tempo privilegiado para a formação missionária, a oração pessoal e comunitária, e a participação em alguma campanha nacional de cariz missionário, aprovada pela Conferência Episcopal Portuguesa e promovida por todas a entidades missionárias nacionais. As linhas orientadoras alertam ainda para os novos areópagos do mundo moderno, nomeadamente os meios de comunicação social, a cultura, a pesquisa científica, o diálogo a todos os níveis, a promoção da paz, a defesa dos direitos das minorias e a protecção da natureza. Estas orientações devem ser desenvolvidas por bispos, presbíteros, consagrados e leigos. Foto:OMP

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