Igreja/Portugal: Ordinariato Castrense lamentou a morte de dois militares, na A1

Diocese das Forças Armadas destaca que os dois jovens «cumpriam com generosidade o seu dever cívico e de camaradagem»

Lisboa, 21 ago 2026 (Ecclesia) – O Ordinariato Castrense de Portugal une-se em “profunda dor, oração e esperança cristã” ao luto da família militar pelo “trágico falecimento” de dois militares do Regimento de Engenharia N.º 1, esta sexta-feira, após um atropelamento na autoestrada A1.

“Num ato que espelha a nobreza da vocação militar — o serviço abnegado e o auxílio ao próximo —, estes dois jovens viram a sua vida ceifada de forma abrupta quando cumpriam com generosidade o seu dever cívico e de camaradagem”, escreve a Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança, numa nota de pesar e solidariedade, publicada nas redes sociais.

O Exército Português explicou que os soldados Pedro Alexandre Girão Gonçalves (22 anos, natural de Torres Novas) e Francisco José Abrantes Oliveira (21 anos, natural de Águeda) morreram “na sequência de um atropelamento”, quando prestavam auxílio “ao condutor de um veículo pesado que se encontrava imobilizado devido ao rebentamento de um pneu”, na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto, na área de serviço de Cantanhede, na A1 (Autoestrada do Norte).

A Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança de Portugal expressa “à família de sangue” dos dois militares o “mais sentido abraço de condolências, partilhando o peso desta perda irreparável”.

“Às suas famílias, aos seus amigos e a todos os camaradas do Exército Português, asseguramos a nossa proximidade espiritual e a nossa constante oração, pedindo a Deus que conceda a todos o consolo, a força e a paz nestas horas de tão dolorosa provação”, acrescenta o Ordinariato Castrense de Portugal.

O presidente da República de Portugal, o comandante supremo das Forças Armadas, também lamenta o falecimento dos soldados Pedro Gonçalves e Francisco Oliveira, “com profundo pesar e consternação”

“Neste momento de imensa dor, presta homenagem à sua memória e ao exemplo de dedicação ao próximo que deixaram, apresentando às suas famílias, amigos e camaradas as mais sentidas condolências”, escreve António José Seguro, na nota publicada no sítio online da Presidência da República, após explicar que foi no cumprimento de “um gesto altruísta e desinteressado que ocorreu a tragédia que lhes ceifou a vida”.

O Exercito Português está de luto e explica que os dois militares regressavam à sua Unidade depois de terem estado “empenhados, ao longo da presente semana, na montagem de uma ponte militar na região de São Pedro do Sul”.

“Neste momento de profunda dor e luto para a família Exército, os nossos pensamentos estão com os seus familiares, amigos e camaradas, a quem o Exército Português expressa as mais sentidas condolências”, acrescenta, na publicação na sua página na rede social Facebook.

O Ordinariato Castrense de Portugal confia “a alma destes dois valorosos militares” do Regimento de Engenharia N.º 1 – o soldado Pedro Alexandre Girão Gonçalves e o soldado Francisco José Abrantes Oliveira – à misericórdia de Deus, na certeza de que “a vida entregue ao serviço dos outros encontra no Senhor o seu repouso e recompensa eternos”.

CB

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