Estratégia da rede europeia para os próximos anos quer privilegiar a participação «ativa» dos jovens

Lisboa, 11 mai 2018 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa integra pela primeira vez os órgãos sociais da Cáritas Europa, depois da eleição que teve lugar para este organismo em Tbilisi, na Geórgia.

De acordo com um comunicado publicado na página online do organismo católico português, o representante nacional será Luís Fusco, atual gestor administrativo e financeiro da Cáritas Portuguesa.

Na sua primeira reação a esta eleição, Luís Fusco salientou que “assume esta responsabilidade como serviço à rede europeia”.

O presidente da Cáritas Portuguesa também já assumiu o seu “orgulho” e “honra” em ter a possibilidade de “contribuir para o trabalho da rede a nível europeu”.

“Será uma grande responsabilidade, mas revela também que estamos alinhados na forma de trabalhar e de consolidar a nossa missão na Igreja”, realçou Eugénio Fonseca.

A eleição dos novos corpos sociais da Cáritas Europa teve lugar durante a conferência regional daquele organismo, que decorreu na capital georgiana.

No mesmo sufrágio o monsenhor Luc Van Looy foi reconduzido para mais um mandato à frente da Cáritas Europa, e Maria Nyman, da Suécia, foi escolhida para secretária-geral.

Portugal ficará responsável pela auditoria interna da organização, a par da Cáritas Irlandesa.

A Conferência Regional da Cáritas Europa, que contou com 155 participantes dos vários países do Velho Continente, entre presidentes nacionais, diretores e jovens voluntários, esteve centrada na atenção às novas gerações.

Em especial sobre o modo como a organização pode “potenciar e incluir” os mais novos na sua ação e missão junto dos mais carenciados e desprotegidos.

Para Tbilisi seguiram dois jovens da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, que têm estado integrados no projeto ‘Cáritas Jovem’, desenvolvido na referida diocese como um modo dos mais novos participarem de “forma ativa” no trabalho da Cáritas.

“Com esta resposta da Cáritas de Leiria os jovens têm também uma noção real de pertença à Cáritas e vão ficar com uma referência sobre o que é o trabalho social para o resto da vida deles”, apontou Eugénio Fonseca.

Durante o encontro, foi sublinhado o contributo essencial que os jovens representam para “o presente e para o futuro” de uma Europa assente nos valores da “solidariedade e da paz”.

Sobre esta questão, o presidente da Cáritas Portuguesa salientou “a importância de olhar para as potencialidades dos jovens”.

De modo a que eles estejam cada vez mais envolvidos na “conceção” dos projetos logo desde início, “aproveitando as suas ideias criativas e envolvendo-os por inteiro como protagonistas”.

“Saiu daqui uma vontade determinada de procurar em sintonia com os movimentos juvenis já existentes na Igreja, trazer para a vida da Cáritas, a partir das comunidades cristãs, a nível diocesano e depois nas estruturas mais amplas a nível europeu, a proposta de intercâmbio entre jovens europeus, para que na troca de experiências se possa levar essa criatividade mais longe”, explicitou Eugénio Fonseca.

JCP

 

 

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