«Quero celebrar convosco, em atitude de louvor e de ação de graças ao Senhor», realçou cardeal português

Fátima, 12 fev 2026 (Ecclesia) – O cardeal D. António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima, celebrou 25 anos da sua ordenação episcopal, esta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, e presidiu à Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.
“São os 25 anos da minha ordenação episcopal, que quero celebrar convosco, em atitude de louvor e de ação de graças ao Senhor”, disse D. António Marto, que reside na Cova da Iria, citado pela Diocese de Leiria-Fátima, na informação enviada à Agência ECCLESIA.
O bispo emérito de Leiria-Fátima, apresentou-se como “simples e humilde servo e trabalhador da vinha do Senhor”, e agradeceu a “oração” por ele, aproveitando a celebração dos seus 25 anos de ordenação episcopal, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, para “saudar com todo o afeto fraterno em Jesus Cristo e no amor de Nossa Senhora”.
D. António Marto, bispo da Diocese de Leiria-Fátima entre 2002 e 2022, cruzou-se “sempre com tanta gente peregrina” na Cova da Iria, por isso, lembrou os peregrinos do Santuário de Fátima.
“E se algo da minha parte pude oferecer aos irmãos, também recebi muito de todos que por aqui passaram e, por isso, estou muito grato”, acrescentou.
Nesta Missa, a concelebrar, estiveram também o sucessor e o antecessor de D. António Marto nesta Diocese de Leiria-Fátima, respetivamente D. José Ornelas e D. Serafim Ferreira e Silva, e os bispos eméritos de Santarém e de Portalegre-Castelo Branco, nomeadamente D. Manuel Pelino e D. Augusto César.

D. José Ornelas, no final da Missa, agradeceu o dom da vida de D. António Marto, desde o batismo ao seu ministério episcopal, e destacou o seu serviço no ensino da Palavra de Deus, a reflexão sobre a Igreja, como teólogo, e o seu trabalho nas Dioceses de Viseu, onde foi bispo de 2004 a 2006, em Leiria-Fátima e no Santuário de Fátima.
“Agradecendo a Deus, também Lhe pedimos que continue a dar-lhe essa alegria e esse espírito de serviço e de fraternidade amiga que sempre o caracterizou”, acrescentou o atual bispo de Leiria-Fátima, o sexto responsável desta diocese desde a sua restauração, em 1918.
A 11 de fevereiro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial do Doente, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, desde 1992, quando foi instituída pelo Papa São João Paulo II; este ano, a 34ª edição, teve como tema ‘A compaixão do Samaritano – Amar carregando a dor do outro’, título da primeira mensagem do Papa Leão XIV.
“Como em Caná, Nossa Senhora, com a sua mensagem aqui em Fátima, ensina-nos e chama-nos à compaixão com quem sofre. Abrir o coração a universalidade do amor, a ser solidário com os irmãos e irmãs necessitados, de modo que ninguém se sinta abandonado”, disse D. António Marto, numa meditação sobre o mistério das Bodas de Cana, o primeiro milagre público Jesus.
O cardeal português explicou que onde há o cuidado e a ternura, “a dor não fica sozinha” e “nasce a esperança”, por isso, salientou, “quem cuida do enfermo ou de alguém fragilizado, é um anjo da esperança”, informa a Diocese de Leiria-Fátima.
“Ó mãe, guarda a nossa vida entre os teus braços, abençoa e fortalece todo o desejo de bem. Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção pelos pequenos e pobres, pelos excluídos e sofredores, pelos pecadores e os de coração transviado. Reúne a todos sobre a tua proteção maternal e a todos entrega ao teu amado filho, Jesus, nosso Senhor e Salvador” – D. António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima, concluiu com uma prece a Nossa Senhora
CB/OC
D. António Marto foi ordenado bispo a 11 de fevereiro de 2001, na igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Real, e no dia 28 de janeiro de 2022, o Papa Francisco aceitou o pedido de resignação, apresentado aos 74 anos, como bispo da Diocese de Leiria-Fátima.
O Código de Direito Canónico determina que qualquer bispo diocesano que tenha completado 75 anos de idade deve apresentar a renúncia do ofício, podendo esse pedido ser antecipado por motivos de saúde ou outras causas graves; D. António Marto justificou a decisão com o “limite das forças físicas e anímicas” para desempenhar esta missão. António Augusto dos Santos Marto nasceu a 5 de maio de 1947, em Tronco, Concelho de Chaves, Diocese de Vila Real; estudou nos Seminários das Diocese de Vila Real e do Porto, e em Roma, onde foi ordenado padre, em 1971, na capital italiana especializou-se em Teologia Sistemática, na Pontifícia Universidade Gregoriana. A 10 de novembro de 2000 foi nomeado bispo auxiliar de Braga, pelo Papa João Paulo II, tendo passado pela Diocese de Viseu, durante dois anos, antes de ser escolhido como bispo de Leiria-Fátima, por Bento XVI, em 2006. O responsável foi criado cardeal pelo Papa Francisco, a 28 de junho de 2018, sendo membro de dois organismos da Santa Sé, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em mais recentemente do Dicastério para as Causas dos Santos, desde 15 de fevereiro de 2023. No Santuário de Fátima, D. António Marto recebeu dois Papas, Bento XVI, em 2010, e o Papa Francisco, em maio de 2017, no centenário das Aparições de Nossa Senhora, e uma segunda vez, já como bispo emérito, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, em agosto de 2023; e participou no Conclave 2025, que elegeu o Papa Leão XIV, a 8 de maio. |

