Igreja/Portugal: Bispo de Angra é «um representante das ilhas» no Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

D. Armando Esteves Domingues chegou à Assembleia Plenária com «o desejo» de pedir que o «dispensassem de ser coordenador»

Fátima, 14 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra foi eleito hoje para o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), para o triénio 2026-2029, na 214ª Assembleia Plenária que está a decorrer em Fátima, até esta quinta-feira, dia 16 de abril.

“É um serviço que me é pedido, e, neste momento, não consigo dizer mais nada, senão que estou preocupado, e procurei ao mesmo tempo dar o melhor”, disse D. Armando Esteves Domingues, em declarações à Agência ECCLESIA, após a eleição.

O bispo de Angra, que não sabe se vai “poder ter muito tempo, a vida nos Açores não é fácil para acompanhar as ilhas todas”, explicou que alguém lhe disse que “sempre” procuraram “que houvesse um representante das ilhas no Conselho”, órgão delegado da Assembleia Plenária que se reúne ordinariamente todos os meses.

“Sem pensarmos mais nisso, há alguém que representa as ilhas. Se por aí tiver alguma importância de representar também as ilhas para que sintam também mais parte deste corpo que é a Igreja nacional, pois cá estou”, acrescentou D. Armando Esteves Domingues.

Na 214ª Assembleia Plenária da CEP, que se iniciou esta segunda-feira, em Fátima, foram eleitos D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, como novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, e D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, como vice-presidente.

Esta terça-feira, foram também eleitos os quatro bispos para constituir o Conselho Permanente, para o mandato de 2026-2029, são vogais o patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, por inerência do cargo; D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real; D. António Moiteiro, bispo de Aveiro; D. Armando Esteves Domingues, bispo de Angra; e D. José Traquina, bispo de Santarém.

O bispo de Angra revelou que foi para esta Assembleia Plenária, de abril de 2026 “com o desejo” de pedir que o “dispensassem de ser coordenador de comissão”, nos últimos anos foi o presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, e “tem dado dores de cabeça”, porque “nem sempre” conseguiu “estar quando gostaria”.

“Entretanto, pediram-me que fizesse parte do Conselho Permanente. E é na fé, mas também não poder dizer que não, a uma coisa que me é pedida”, acrescentou à Agência ECCLESIA, em Fátima.

D. Armando Esteves Domingues iniciou o seu episcopado na Diocese de Angra em 2023, a entrada solene realizou-se a 15 de janeiro, após a nomeação pelo Papa Francisco, no dia 4 de novembro de 2022, aos 65 anos de idade, quando era auxiliar da Diocese do Porto.

HM/CB/OC

A CEP tem como órgãos as Comissões Episcopais para sectores específicos da atividade pastoral; o Secretariado-Geral, com funções práticas de expediente, administração e coordenação pastoral; e Secretariados Nacionais, de índole técnica e executiva.

Em novembro de 2025, a Assembleia Plenária aprovou a reorganização das comissões episcopais, que se traduz na autonomização da Pastoral Social em relação à Mobilidade Humana e das Comunicações Sociais relativamente à Cultura e Bens Culturais.

Desde o triénio 2011/2014, a dinamização dos diferentes setores da pastoral da Igreja Católica estava agrupada em sete comissões episcopais: Educação Cristã e Doutrina da Fé; Pastoral Social e Mobilidade Humana; Laicado e Família; Vocações e Ministérios; Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; Liturgia e Espiritualidade; e Missão e Nova Evangelização.

A Conferência Episcopal Portuguesa, formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, é o conjunto dos bispos das dioceses portugueses que, no exercício de funções, partilham preocupações e experiências, acertando critérios de ação.

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