D. Virgílio Antunes valorizou o «desafio cultural» do estudo do culto a Nossa Senhora

Coimbra, 17 out 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra afirmou hoje na abertura do colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal” que a data “honra profundamente a diocese e a cidade de Coimbra” e é um “grande desafio cultural”.

“Este acontecimento que agora comemoramos continua a ser um grande desafio para o tempo em que vivemos”, afirmou D. Virgílio Antunes no colóquio que decorre no Convento de São Francisco, em Coimbra.

Para o bispo de Coimbra, o estudo do culto da Imaculada Conceição é um “um desafio cultural porque “continua a ser uma realidade que move muitas pessoas, tem a ver com a sua identidade, a sua pessoa, o seu modo de estar”.

“Incluir na reflexão sobre aquilo que somos e vivemos todas as dimensões que fazem parte constitutiva da nossa condição, mesmo esta dimensão crente, da fé, mistérica, só ajudará a um crescimento e um desenvolvimento da cultura que somos”, afirmou.

D. Virgílio Antunes referiu que ainda não foram retiradas as consequências que se podem e devem retirar “da pessoa, da santidade e do culto da Virgem Maria, de uma forma equilibrada do ponto de vista doutrinal e teológico como é imperativo que se faça”.

O bispo de Coimbra considera que o culto a Nossa Senhora inclui “um mar imenso de sugestões, possibilidades e desafios que a Igreja e o mundo cristão podem e devem continuar a ter em consideração”.

“A cultura exige sempre que estejamos a pensar e a repensar, a redefinir tudo aquilo que somos e vivemos e tudo o que nos move”, afirmou.

O Cabido da Sé de Coimbra e o Centro Académico de Democracia Cristã (CADC) promovem hoje o colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal”, evocando a assinatura, no dia 17 de outubro de 1320, da constituição diocesana que instituiu a festividade da Conceição de Maria por D. Raimundo Evrard, bispo diocesano há sete séculos; nesse mesmo ano, a 8 de dezembro, foi pela primeira vez celebrada em Portugal a Solenidade da Imaculada Conceição, na Sé Velha de Coimbra, que se tornou então o pólo irradiador deste dogma mariano daquela que, a 25 de Março de 1646, viria a ser consagrada Rainha e Padroeira de Portugal.

Para D. Virgílio Antunes, assinalar os 700 anos do culto da Imaculada Conceição é uma data que “honra profundamente a diocese e a cidade de Coimbra”.

O bispo de Coimbra considera que esta efeméride tem “uma importância decisiva na vida das populações de forma muitíssimo alargada”.

Nas sua intervenção, durante a sessão de abertura, D. Virgílio Antunes lembrou que “o culto à Virgem Maria, ao longo de todos os séculos, teve sempre um lugar muitíssimo importante e foi muito difundido entre as multidões de fiéis”.

“Não é uma realidade que tenha a ver com uma elite cultural, um conjunto diminuto de pessoas, circunscrito a um determinado momento ou território. É uma realidade que abarca uma imensa multidão de pessoas de todos os extratos sociais, todos os níveis culturais, com uma fé mais genuína e mais simples para poder acolher a grandeza dos mistérios de Deus, da Igreja e da Virgem Maria”, afirmou.

O Colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal” decorre no Convento de São Francisco, em Coimbra, e pode ser acompanhado através das redes sociais da Diocese de Coimbra.

PR

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