Responsáveis falam em «expressão concreta da corresponsabilidade eclesial e da caminhada sinodal»
Porto, 11 mar 2026 (Ecclesia) – O Conselho Presbiteral da Diocese do Porto aprovou a obrigatoriedade de constituição de Conselhos Pastorais Paroquiais ou Interparoquiais, sublinhando a importância de implementar dinâmicas de sinodalidade.
O bispo diocesano, D. Manuel Linda, “apelou à colaboração de todos, sobretudo junto dos sacerdotes que possam sentir maior dificuldade na concretização deste órgão, sublinhando que os Conselhos Pastorais são expressão concreta da corresponsabilidade eclesial e da caminhada sinodal”, refere uma nota divulgada esta quarta-feira pelo Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral e publicada pelo jornal diocesano ‘Voz Portucalense’.
A decisão ocorreu durante a quinta sessão deste órgão consultivo, realizada a 11 de fevereiro.
A nota do Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral destaca a unanimidade da votação e o pedido deixado pelo prelado aos sacerdotes.
Os conselheiros debateram o novo Estatuto Económico do Clero, analisando várias propostas para assegurar um modelo sustentável e solidário no território diocesano.
Entre as propostas apresentadas, destacou-se: A definição de uma remuneração condigna, situada em torno do salário médio nacional; O princípio de uma remuneração única, proporcional aos serviços pastorais prestados; A criação de um Fundo Diocesano de Sustentação do Clero, destinado a garantir um valor mínimo a todos os sacerdotes, apoiar comunidades em dificuldade e acompanhar padres em fim de ministério ou em situação de fragilidade.”
O texto assinala a posição de D. Manuel Linda sobre as alterações no modelo de sustentação financeira.
“D. Manuel reconheceu tratar-se de um tema antigo e complexo, enfrentado já pelos seus antecessores, mas manifestou confiança de que é possível dar passos concretos, começando pela constituição do Fundo Diocesano”, pode ler-se.
A ordem de trabalhos incluiu a reflexão sobre o futuro Sínodo Diocesano, identificando áreas prioritárias e de convergência para o encontro.
“No que respeita ao Sínodo, emergiram várias convergências: Reorganização eclesial do território, tendo em conta a mobilidade social e cultural; Formação de discípulos e renovação dos processos de iniciação à fé; Reforço da comunicação e do diálogo com o mundo contemporâneo; Promoção de uma Igreja mais ministerial e corresponsável; Fortalecimento da comunhão presbiteral e da pastoral vocacional”, indica o documento.
A sessão ficou ainda marcada pelo anúncio do arranque da montagem do estaleiro para as obras no Seminário Maior do Porto.
OC
