Lisboa, 12 abr 2018 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) falou sobre liberdade religiosa no mundo à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, da Assembleia da República, que assumiu o compromisso de denuncia da perseguição junto da comunidade internacional.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a AIS informa que apresentaram aos deputados a “situação particularmente complexa e difícil” que as comunidades cristãs enfrentam em diversos países – Síria, Iraque, China, Indonésia, Índia e, ainda, no continente africano – na reunião desta quarta-feira.

O secretariado português da fundação revela que o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, assumiu o compromisso de “mobilizar” a Assembleia da República para que haja “uma maior pressão do parlamento junto da comunidade internacional” na denúncia dos casos de perseguição por motivos religiosos e de proteção das minorias.

Um alerta que vai tentar ser feito em fóruns como as Nações Unidas, o Parlamento Europeu e Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo e que resulta da “necessidade” do mundo estar “mais desperto para a violência que é exercida em tantos países sobre as minorias religiosas”.

A fundação pontifícia apresentou o relatório ‘Perseguidos e Esquecidos’, publicado em 2017, onde constata que em 13 países a situação dos cristãos “deteriorou-se”, entre agosto de 2015 e julho do ano passado.

“Nunca na História se verificou uma perseguição tão violenta contra um grupo religioso como nos tempos atuais”, destaca a organização católica nas conclusões do seu documento.

Segundo a AIS, o deputado Bacelar Vasconcelos assumiu também o compromisso de propor uma audiência à Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, para que mais parlamentares se envolvam “na questão da defesa da liberdade religiosa no mundo”.

A fundação pontifícia foi representada pela diretora do secretariado português da Ajuda à Igreja que Sofre, Catarina Martins de Bettencourt, e a Miguel Brito Correia, da Assembleia de Curadores.

CB/PR

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