Assis, Itália, 12 nov 2021 (Ecclesia) – O Papa visita hoje a visita à cidade italiana de Assis, para um encontro com pessoas desfavorecidas, viagem que marca o início das celebrações do V Dia Mundial dos Pobres.

O encontro “de oração e testemunho” na terra natal de São Francisco começa com a chegada do Papa e o acolhimento pelas autoridades locais e pelos convidados, que vão formar um “abraço” virtual no átrio da Basílica de Santa Maria dos Anjos.

Simbolicamente, o grupo vai entregar a Francisco o manto e o cajado do Peregrino, “indicando que todos vieram como peregrinos aos lugares de São Francisco, para escutar a sua palavra”.

Seis pessoas pobres apresentam o seu testemunho diante do Papa, que fala no final; segue-se uma pausa, com uma pequena refeição, e meia hora depois todos regressam à Basílica para um momento de oração.

O Papa despede-se com a oferta de presentes, aos participantes, voltando para o Vaticano de helicóptero; já o grupo será recebido, para o almoço, pelo bispo de Assis, D. Domenico Sorrentino.

A Santa Sé informou que, antes de chegar à Basílica de Santa Maria dos Anjos, Francisco quis deslocar-se à Basílica de Santa Clara, para um breve encontro com a comunidade das Clarissas.

O Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (Santa Sé) assinala, em comunicado, enviado  à Agência ECCLESIA, que os participantes vão receber 500 mochilas, com peças de vestuário e máscaras anti-Covid, em tecido lavável e reutilizável.

Já no domingo, pelas 10h00 locais, o Papa preside à Missa na Basílica de São Pedro, com a participação de 2 mil pessoas acompanhadas por diversas associações, no território de Roma.

Francisco dedica atenção especial, este ano, a casas de acolhimento para mães e seus filhos, na Diocese de Roma, com alimentos oferecidos por uma cadeia de supermercados, produtos de higiene e para bebés, num total de mais de 5 toneladas de massa, mil litros de azeite ou 3 mil litros de leite, por exemplo.

Outra iniciativa passa pela distribuição de 5 mil “kits” de produtos básicos de saúde e cuidado pessoal em 60 paróquias romanas, para as famílias mais necessitadas.

Por causa da pandemia, o habitual posto móvel de saúde que era colocado na Praça de São Pedro é este ano substituído por um centro de rastreio para doenças infeciosas.

O Vaticano destaca que a pandemia de Covid-19 “gerou novas situações de pobreza e piorou significativamente as condições de indigência existentes”.

500 famílias vão ser ajudadas, no contexto da celebração do V Dia Mundial dos Pobres (14 de novembro), com o pagamento de faturas de eletricidade e gás.

OC

Na sua mensagem para esta celebração, o Papa alerta para as consequências sociais e económicas da pandemia, pedindo uma nova abordagem na luta contra a pobreza.

“A pandemia continua a bater à porta de milhões de pessoas e, mesmo quando não traz consigo o sofrimento e a morte, é portadora de pobreza. Os pobres têm aumentado desmesuradamente e o mesmo, infelizmente, continuará a verificar-se ainda nos próximos meses”, escreve Francisco.

O Dia Mundial dos Pobres celebra-se anualmente no penúltimo domingo do ano litúrgico, antes da solenidade de Cristo-Rei.

Em 2021, a celebração tem como tema ‘Sempre tereis pobres entre vós’, inspirado numa passagem do Evangelho segundo São Marcos (Mc 14, 7).

Francisco insiste na ideia de evitar a culpabilização das pobres pela sua condição, considerando que este discurso coloca em causa “o próprio conceito de democracia”.

A mensagem do Papa para a celebração de 2021 foi assinada, simbolicamente, a 13 de junho, dia da festa litúrgica de Santo António.

O texto conclui-se com votos de que este Dia Mundial dos Pobres se afirme cada vez mais na Igreja Católica, levando a “um movimento de evangelização”.

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