«Há muito trabalho a fazer», assinala Isabel Figueiredo, destacando a dimensão inédita, para Portugal, do evento promovido pela Igreja Católica

 

Lisboa, 21 set 2022 (Ecclesia) – A diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS), da Conferência Episcopal Portuguesa destacou a importância de dedicar as jornadas anuais deste organismo à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023.

“Consideramos que era muito importante falar sobre como comunicar grandes eventos. Estamos a falar de algo que nem sabemos bem o que é, porque nunca aconteceu em Portugal nada que se lhe possa comparar, nem no universo do religioso nem em nenhum outro universo”, referiu Isabel Figueiredo à Agência ECCLESIA.

‘Comunicar a JMJ Lisboa 2023’ é o tema das Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, promovidas pela Igreja Católica em Portugal, e que se realizam esta quinta e sexta-feira, em Fátima, na Domus Carmeli.

“Este é o ano certo porque, se Deus quiser, para o ano, em setembro, já estaremos a falar sobre como é que foi a Jornada Mundial da Juventude”, disse a diretora do SNCS.

Isabel Figueiredo precisa que a opção foi “dar palco, na verdadeira aceção da palavra”, ao Comité Organizador Local (COL) da JMJ que vai decorrer de 1 a 6 de agosto de 2023, na capital portuguesa, para que todos possam ouvir “pessoas que estão efetivamente a trabalhar, e a trabalhar muito”.

O programa do evento conta com a conferência de abertura ‘JMJ Lisboa 2023: Todos estão convidados’, por D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, e, depois, uma mesa-redonda que reúne diversas pessoas do COL, para falar sobre como ‘planear e implementar’ esta Jornada Mundial promovida pela Igreja Católica.

“Encontrei dois jovens a quem perguntei se sabiam o que é que era a Jornada Mundial da Juventude. Olharam para mim com uma cara de ‘não sabemos mesmo’. Há muito trabalho ainda a fazer na comunicação”, relata a diretora do SNCS.

Na sexta-feira, a diretora de Comunicação da JMJ 2023, Ana Alves, intervém na sessão ‘Comunicar grandes eventos’, a partir das 09h30, com a professora Catarina Burnay, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

A edição 2022 das Jornadas Nacionais de Comunicação tem a parceria, na organização e dinamização dos conteúdos, para além da Fundação JMJ Lisboa 2023, a Faculdade de Ciências Humanas da UCP.

“Este ano, por estarmos muito focados nos jovens, sentimos que seria muito bom para todos ter como parceiros a Universidade Católica, concretamente a Faculdade de ciências Humanas, tentando chegar a muitos dos alunos de Comunicação Social”, desenvolveu a diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

Isabel Figueiredo destaca também o “histórico das jornadas” em “conseguir juntar, pelo menos uma vez por ano”, os secretariados diocesanos do setor da comunicação, e a componente prática com diversos workshops.

A informação sobre o programa e as inscrições nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social estão disponíveis em www.ecclesia.pt/jornadas2022.

A JMJ é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana; nasceu por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude;

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano – atualmente no Domingo de Cristo-Rei, que encerra o ano litúrgico -, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; Cracóvia (Polónia), em 2016; e Panamá, em 2019.

HM/CB/OC

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