Diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais fala à ECCLESIA e Renascença da sua nova missão, sublinhando a necessidade de estar atento ao público para quem se produzem os conteúdos

A Igreja Católica celebra a 2 de junho o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que é apresentado em Portugal numa sessão marcada para 30 de maio, em Lisboa, com a entrega do prémio de jornalismo ‘D. Manuel Falcão’.

Entrevista conduzida por Ângela Roque (Renascença) e Paulo Rocha (Ecclesia)

Foto: Agência ECCLESIA

É a primeira mulher à frente do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e isso foi destacado assim que se soube da nomeação. Antes, no cargo, estiveram sempre homens, três deles sacerdotes, todos jornalistas ou com ligação aos media. Ser mulher, ser leiga é uma mais-valia para este cargo?

Não consigo colocar a questão dessa forma, do ter mais ou menos-valias pelo facto de ser mulher ou leiga. Penso que é diferente, claro, ser homem ou mulher, padre ou leiga, mas não gostaria de pensar que umas coisas são mais-valias, porque isso implica pensar que outras são menos-valias. Não é por aí que me coloco: será diferente, certamente, porque somos pessoas diferentes, e o olhar de uma mulher é um, o olhar de um homem é outro. Vamos ver o que é que o trabalho mostra.

 

Que expectativas existem para o cargo?

Num dos primeiros dias em que fui entrevistada, depois da nomeação, disse que estava orgulhosa, grata, tranquila. As expectativas decorrem desta forma de estar, ou seja, as expectativas que tenho são que possamos continuar o trabalho – por isso dizia que me sentia orgulhosa, porque vinha atrás de pessoas cujo trabalho e qualidade são reconhecidos por todos; quando digo que estou grata à Igreja, digo também que espero continuar a merecer essa mesma gratidão, fazer algo de diferente que mereça a confiança que é depositada; a tranquilidade, outra expressão que eu utilizei, também é engraçada misturá-la com isso – já tive oportunidade de dizer que tenho dias mais tranquilos e outros menos, à medida que o tempo passa.

Diria: vamos ver o que a vida vai trazendo. Há alguns acontecimentos que já sabemos que aí vêm, que são claramente importantes. Vamos ver o que vai trazer.

 

Já há prioridades definidas?

Tive ocasião de dizer, num outro ambiente, que quando era miúda, cresci numa paróquia que tinha um pároco velhinho. O pároco ensinava-nos muitas coisas, éramos um grupo de jovens, e uma dessas coisas era: quando se chega a um novo cargo, durante um período de tempo não se deve fazer absolutamente nenhuma mudança, deve ficar-se quieto e observar, só depois é que se fazem as mudanças. Eu nunca me esqueci desta lição, dada com muita sabedoria, há muito tempo. Por isso, a minha postura atual é observar o que se passa, conhecer a realidade e estar quieta. Depois, com o tempo, havemos de conseguir trabalhar.

 

Uma das funções do Secretariado das Comunicações Sociais é animar este setor, inscrevendo-se na renovação que o Concílio Vaticano II deixou de ajudar na relação com os media, ajudando-os a comunicar o fator religioso. Isto implica um alargar de horizontes a todos os media, a todos os jornalistas. Como se encara este desafio de a comunicação da Igreja em Portugal acontecer de forma cada vez mais eficaz, mais relevante?

Há um caminho feito pela Igreja Católica, nos últimos anos. Estamos a viver uma época extraordinária, do Papa Francisco, que tem falado quase todas as semanas para a Comunicação Social, de uma maneira ou de outra. Portanto, penso que ele está a fazer esse trabalho de alargar horizontes e penso que é óbvio que temos de alarga-los, cada vez mais, mas é um caminho que tem de ser feito sem que pareça ser uma novidade, porque não é. Basta olhar para trás, pensar. Entrei na Renascença há quase 30 anos e há uma diferença enorme entre o que se fazia naquela altura e o que se faz hoje, em termos de trabalho de comunicação. Basta olhar para a Ecclesia, como começou e o que está a fazer hoje. Daria vários exemplos destes, portanto há um caminho que está a ser feito, há uma continuidade, e é nesta continuidade que temos de prosseguir, com a consciência de que será preciso cada vez mais. Aí, as redes sociais são talvez o desafio mais evidente.

De que forma é que se vai conseguir essa relação com todos os meios de Comunicação Social e como equilibrar esta tensão entre ter meios próprios e ajudar outros meios a comunicar o religioso?

A questão dos meios próprios e de ajudar outros meios a comunicar assenta num princípio que todos partilhamos, embora nem sempre o verbalizemos, isto é, o que nós percebemos em termos de comunicação de Igreja é que nós temos de avançar sempre num caminho de comunhão. O tempo em que cada um fazia o seu trabalhinho de comunicação – estarmos aqui sentados, à mesma mesa, é uma evidência dessa capacidade de fazermos um trabalho unidos, em partilha -, esse tempo, para mim, pertence ao passado. Foi rico, teve o seu caminho, fizeram-se as suas coisas, mas olhando para o presente e para o futuro, será sempre uma tentativa de alargarmos o trabalho e todos podermos estar uns com os outros. Julgo que conhecer os secretariados diocesanos, procurar fazer um trabalho a nível nacional, é precisamente com esse enfoque, é isso que a Igreja espera.

 

E isso é uma prioridade?

É uma prioridade.

 

A chamada comunicação institucional da Igreja Católica é uma preocupação também do Secretariado? Tem havido alguns problemas na forma como as dioceses reagem a determinadas notícias, como usam as redes sociais, como partilham informação nos seus sites, algumas nem sequer têm site…

É uma preocupação, porque decorre do momento que nós estamos a viver, que tem isto de bom e tem o lado menos bom, se calhar. O facto de, hoje em dia, termos praticamente uma comunicação instantânea – o efeito de um post no Facebook é replicado em muito pouco tempo, o efeito de uma notícia ou determinada abertura, sem se ler a notícia toda, ganha uma velocidade que escapa a toda a gente. Penso que escapa aos próprios jornalistas.

É um problema de comunicação institucional? Sim, claro que é um problema de comunicação institucional. Claro que a Igreja tem sempre de pensar o que é comunicar para dentro e o que é comunicar para fora, estar com outros órgãos de comunicação social, sentados à mesma mesa. Não se pode dizer, de todo, que está tudo feito nos dois campos. Tem de se avançar.

Agora, não me preocupo muito com a questão dos problemazinhos, porque isso são problemas – verdadeiros, com a sua importância – que a vida se encarrega de nos mostrar que aquilo que hoje parece uma coisa, amanhã será outra. Temos de ter a real consciência da dimensão das coisas, ir tateando e melhorando.

Mas é precisa formação, por exemplo, apostar numa gestão mais profissional dos meios que a Igreja tem ao dispor, nomeadamente secretariados, gabinetes de comunicação?

Aí também tenho sentimentos mistos: hoje em dia já há profissionais a trabalhar em muitos, a situação atual não tem nada a ver com o que se vivia há 10 anos. É um tempo que pode parecer curto, num todo, mas já se modificou muita coisa, há trabalho profissional feito em muitos lados, não podemos dizer que estamos a trabalhar com amadores, em termos institucionais. Há gente a fazer muito bom trabalho.

A atenção a quem consome tudo aquilo que se faz é que tem de ser grande. Ou seja, não se produz comunicação só para comunicadores, produz-se comunicação para toda a gente e é aí que as redes sociais dão uma dimensão enorme a tudo isto que estamos a falar.

 

Para o bem e para o mal…

Para o bem e para o mal. Portanto, quando se diz que a comunicação é feita para uma multidão de gente – que não fazemos a mais pequena ideia de como é que ler, quando é que vai ler, quando é que vai ver, como é que vai ouvir, se vai ouvir do princípio até ao fim – isto é que obrigado os profissionais, pelo menos é a maneira como eu vejo, a estar permanentemente atentos a isto.

 

Como olha para os media, hoje, nesta nova forma de comunicar e também num novo enquadramento empresarial dos próprios meios de Comunicação Social?

Isto já foi alertado por várias pessoas, inclusivamente por D. Américo Aguiar (anterior diretor do Secretariado das Comunicações Sociais): estamos a viver um tempo especial e difícil, não estamos a viver um tempo fácil, em termos de empresas de Comunicação. Temos de ter consciência disso mesmo: estamos a viver um tempo difícil.

Possa explicar recorrendo a uma das últimas palavras do Papa recentemente, quando ele agradecia o trabalho dos jornalistas e da Comunicação Social, afirmando que a Comunicação Social é fundamental numa sociedade livre e que nós precisamos de gente, de profissionais de Comunicação Social que saibam pôr o dedo nas feridas da sociedade atual – acrescentava, inclusive das feridas, mesmo que sejam eclesiais -, porque sem esse trabalho nós não conseguimos, a sociedade não é verdadeiramente livre, nem é uma sociedade de comunhão para a qual todos aspiramos, e todos temos essa inquietação interior da comunhão.

Depois, o Papa também acrescentava: ‘isto é tudo verdade, mas nós ao mesmo tempo precisamos de gente que seja completamente humilde no seu trabalho, e gente que seja completamente dedicada à verdade’. Eu vejo a dificuldade do que se está a passar em termos empresariais, mas é bom que toda a sociedade tenha consciência que precisa da Comunicação Social. Não é um assunto em que pense que se pode tornar menor, ou ao qual se pode dizer: vamos-lhe dar menos meios, vamos-lhe dar menos importância, porque há imensas notícias horríveis que correm, há imensas mentiras, há imensa coisa mal feita. Não é isso.

 

E a presença da Igreja nos média faz todo o sentido, cada vez mais sentido?

Claro que faz. Acreditamos que sim, ou não estávamos aqui.

 

Num dos aspetos que também creio ser muito relevante, e que depende do Secretariado das Comunicações Sociais, que é a presença no serviço público de rádio e televisão, num espaço inter-religioso. Que contributo se vê, nesse programa em concreto, para a informação na sociedade portuguesa sobre a dimensão religiosa, e para a convivência e diálogo inter-religioso que marca a sociedade portuguesa?

A pergunta permite-me dizer uma coisa que eu queria dizer, que já disse e quero repetir, que é o orgulho que eu tenho no trabalho feito pela Ecclesia. O orgulho que eu tenho, e que todos temos. Ainda hoje me falavam de que no Brasil consultavam a Ecclesia diariamente, tinham o écrã aberto e tinham a Ecclesia e o Vaticano, as notícias do Vaticano.

Vamos tendo esse feedback também, sim.

E eu achei muito simpático, e claro que não tinham necessidade de dizer, portanto, se o disseram é porque é a pura das verdades.

 

E este programa no serviço público de rádio e televisão acaba por ser mais abrangente e inter-religioso. Há aí uma mais valia nessa marca?

Eu penso que sim, mas a experiência da Ecclesia é a prova evidente disto. Sim, nós temos de caminhar para isso, caminhamos exatamente para isso. E eu acho que Portugal, aí também, dá muitas cartas, porque a nossa capacidade de estarmos ao lado das outras confissões religiosas, e de fazermos um caminho, é algo que tem muitos anos. Eu volto atrás, à história da minha pequena paróquia, onde eu cresci como adolescente, e há muitos, muitos anos já havia uma Missa que era celebrada em inglês, e já tínhamos momentos de oração feita com outras comunidades religiosas.

 

No momento atual dos media há problemas que preocupam as empresas, e nomeadamente os jornalistas, quem trabalha com informação diariamente, que são por exemplo as ‘fake news’, e há também uma tendência, sobretudo televisiva, para o jornalismo espetáculo, ou o jornalismo de chicote. Como é que olhas para esta realidade e que contributo é que o Secretariado também pode dar para refletir e enfrentar estas dificuldades?

Agora, sem querer parecer que eu estou a tentar dar uma mãozinha a um lado e outra mãozinha a outro, porque não é essa a ideia, eu julgo que em relação a esta questão das ‘fake news’, a Renascença é sinónimo de jornalismo de qualidade e de seriedade. Estou há muitos anos nesta casa, já recebemos muitos prémios, e continuaremos a receber certamente, portanto é a evidência de que é possível um órgão de comunicação social fazer um trabalho sério e ser reconhecido por essa seriedade. Em relação às ‘fake news’, elas vão continuar sempre. Sempre existiram, agora hoje em dia ganhou este impacto completamente fora do habitual porque elas se espalham com uma velocidade enorme e são incontroláveis.

 

Foi um problema que o Papa abordou na mensagem para o Dia das Comunicações Sociais do ano passado, mas este ano há outro tema a abordar. Como em cada ano, o Papa indica sempre uma pista para dinamizar esse Dia Mundial das Comunicações Sociais, este ano fala das comunidades, as digitais e as humanas. De que forma é que o Secretariado vai dinamizar este dia, que proposta faz, desde logo do encontro no dia 30 de maio?

O Papa também dizia uma coisa muito interessante, dizia que nesta questão das ‘fake news’ e da comunicação de hoje em dia, já não é possível pôr aquela errata, que se punha antigamente nos livros, quando havia uma coisa que estava errada, punha-se uma errata e resolvia-se o problema. E hoje em dia já não é possível pôr erratas, portanto, as ‘fake news’ têm este problema muito real.

Em relação ao dia 30, que vamos estar todos juntos no auditório da rádio Renascença, às 17h00, estão todos convidados, é uma sessão aberta a todas as pessoas. É claro que os secretariados (diocesanos de comunicação) têm o primeiro convite, são os primeiros a quererem estar presentes, e que nós desejamos a sua presença, mas todos estão convidados. Entendemos que poderíamos pôr a mensagem do Papa a ser debatida por diversos olhares – teremos o olhar do diretor da Faculdade de Ciências Humanas (UCP), Nelson Ribeiro, que já foi diretor da Renascença, e que ensina comunicação, e queremos perceber como é que ele olha para esta mensagem e como é que ele a vê na universidade. Temos uma aluna, que já foi aluna da Católica, e que neste momento trabalha numa televisão, essencialmente na questão das redes, queremos também perceber o que é que ela tem para dizer. E depois houve a coincidência de termos presente em Portugal o Nello Scavo, um jornalista que tem escrito alguns livros, fez um sobre o Papa que se tornou mais conhecido, e agora tem este, que vem lançar em Portugal exatamente sobre as ‘fake news’ acerca do Papa, tudo o que se tem feito de ‘fake news’ sobre o Papa, e ele vai estar presente também para comentar a mensagem e para lançar o livro.

 

E todo este encontro é à volta da formulação do tema que tem esta expressão ‘Esta é a rede que queremos’. O que é que se quer dizer com esta expressão?

Andámos à procura de qual é que seria o tema do dia, o mote, e na mensagem do Papa há um determinado momento em que ele tem esta expressão. E esta expressão é dizer ‘nós queremos uma rede, mas não queremos a rede como ela se fala habitualmente, queremos uma rede que caminhe para a comunhão das pessoas, que cruze as pessoas de outra maneira.

A imagem da rede é muito poderosa, porque a rede traz tudo com ela, o que entra dentro da rede, o que sai fora da rede, o que cai da rede, a rede cheia, a rede vazia, a rede que se lança, a rede que se recolhe. Portanto, esta rede é uma rede que toca claramente o coração das pessoas e eu acho que é por aí que nós podemos pegar na mensagem do Papa, olhar para ela de outra maneira e ir à procura do que é que ela tem a dizer a cada um dos profissionais de comunicação social.

 

A mensagem deste ano do Papa tem este título ‘Das ‘Community’ às comunidades’, e o que Francisco propõe, no fundo, é uma reflexão sobre a atualidade e a natureza das relações que se criam na internet, se são fidedignas, se são sérias, como é que se devem encarar. É um desafio oportuno para os católicos em geral, para os jornalistas em particular, e também para a Igreja?

É um desafio muito oportuno. Também já tive ocasião de o dizer, porque tive de pensar sobre isto. É um desafio muito oportuno, e o Papa dá exemplos muito concretos num texto que tem, em que ele diz que se uma família utiliza a rede para comunicar entre si, para combinar coisas, para trocar impressões, mas depois ao fim do dia essa mesma família se senta à volta da mesa e fala olhos nos olhos, a rede é ótima. Se uma paróquia usa a rede para comunicar o que faz, para anunciar iniciativas, para marcar encontros, mas depois as pessoas que usam a rede ao domingo estão na Missa todas juntas e fazem comunhão, a rede é ótima. Se não é assim, o Papa é como se nos dissesse ‘há aqui um sinal vermelho que tem de se abrir, as pessoas têm de pensar’. Avançamos neste sentido, somos alertados por isto, e obviamente é uma questão pertinente.

 

Acredito também que todos estes tema das redes e da comunicação será muito relevante antes, durante e depois da Jornada Mundial da Juventude. Que desafio para a comunicação é colocado também pela realização em Portugal deste encontro mundial de jovens?

Julgo que nem sequer próprios temos consciência do desafio. Eu nunca estive presente numa Jornada Mundial da Juventude, estive naquelas primeiras de Roma, já há muito tempo, mas eu acho que nem nós, nem as pessoas que já estiveram em Jornadas Mundiais, têm a consciência do que é que é o desafio de receber uma Jornada Mundial da Juventude, e de comunicar uma JMJ. Portanto, acho que é um enorme desafio, sendo que tenho sempre presente, a tocar cá na minha campainha que – e foi dito pelo senhor cardeal-patriarca – a JMJ é dos jovens, feita pelos jovens e para os jovens. E portanto nós temos de olhar, até para a comunicação, temos de olhar assim. Temos de saber o que é que eles querem ouvir, o que é que eles precisam de dizer, como é que eles entendem as coisas.

 

No encontro de dia 30 vai ser entregue o Prémio de Jornalismo D. Manuel Falcão, de forma honorífica ao ‘Diário do Minho’, por ocasião dos 100 anos, e a distinguir um trabalho jornalístico nesta área de Religião. Qual será?

Este Prémio já teve outra edição, são abertas candidaturas, os órgãos de comunicação social concorrem, há um júri, e o júri escolhe. Neste caso concreto recebemos uma dúzia de trabalhos, foram vistos, comentados, tratados, e depois de muita conversa e de algum pensamento, acabámos por optar que quem merecia o prémio é um trabalho que tem o título muito bonito: ‘É como se a Mãe descesse à terra’. É um trabalho muito bom do ponto de vista da imagem, que joga muito bem com a imagem, com a fotografia, com o texto, com a música. Situa-nos no universo da religiosidade popular, e tem ainda uma outra característica, que é muito portuguesa, que é a questão mariana. É a grande reportagem da TVI, da responsabilidade da Catarina Canelas e que tem a trabalhar com ela em equipa o João Franco, o Tiago Donato, o Rodrigo Cortegiano e o João Pedro Ferreira. Todos eles estarão com certeza presentes, ou se não puderem estar todos, alguns estarão presentes, e nós vamos ter muita alegria em entregar este prémio no próximo dia 30.

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