D. Américo Aguiar elogia percurso de aprendizagem e partilha de Igrejas «irmãs»

Cidade do Panamá, 04 fev 2020 (Ecclesia) – A Cidade do Panamá acolheu uma celebração de três dias para assinalar o primeiro aniversário da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no país da América Central, com a presença de uma delegação portuguesa.

“O mais importante da JMJ não é a semana da Jornada: o mais importante são as semanas de preparação e o que se segue”, disse à Agência ECCLESIA D. Américo Aguiar, coordenador-geral da JMJ 2022 para o setor logístico-operativo.

O anúncio da escolha de Lisboa como sede da próxima edição internacional da JMJ foi feito pelo Vaticano, a 27 de janeiro de 2019, no final da jornada que decorreu no Panamá.

“As Igrejas de Panamá e de Portugal estão irmanadas neste desafio, nesta provocação que é a organização da Jornada Mundial da Juventude”, assinala o bispo auxiliar de Lisboa.

D. Américo Aguiar considera que a realização de uma JMJ no Panamá, uma comunidade de “pequena dimensão”, no contexto mundial, representou “um milagre, fez a diferença”.

“Nunca será demais agradecermos ao Panamá ter aceitado este desafio”, acrescenta.

O coordenador-geral da JMJ 2022 fala num trabalho de passagem de testemunho, com pessoas que “têm sido inexcedíveis” na partilha do que foi a edição do Panamá.

“Estamos a fazer um trabalho em conjunto, para aprendermos com os erros e sucesso da organização. Agradecemos muito a humildade da Igreja do Panamá”, relata.

Cada um faz o que é chamado a fazer, mas há um limite humano para a organização: a partir desse momento, é Deus que providencia”.

Entre sexta-feira e domingo, centenas de jovens reuniram-se na cidade do Panamá para assinalar o 1.º aniversário da JMJ 2019.

“Só Cristo sabe quantos frutos ainda se manifestam depois da Jornada neste país, na América Central, na América Latina e em diferentes partes do mundo”, disse aos presentes D. José Ulloa Mendieta, arcebispo metropolita do Panamá, na Missa conclusiva do evento, este domingo.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

PR/OC

 

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