Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança presidiu a Missa na Escola da Guarda

Queluz, 24 out 2026 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança pediu às dioceses e congregações religiosas a cedência de novos sacerdotes e exortou os capelães a uma entrega total, num encontro nacional em Queluz.
“Não temos um padroeiro de retaguarda: São João de Capistrano, já com 70 anos, partiu com os soldados para Belgrado, partilhando o cerco, o medo e a fadiga”, declarou D. Sérgio Dinis, esta sexta-feira, na homilia da Missa celebrada na Escola da Guarda, frisando que a vocação castrense “é estar ao lado dos nossos até ao fim”.
Na comemoração do dia do patrono dos capelães militares, o prelado sustentou que “o desafio maior é o desprendimento dos afetos e da nossa zona de conforto para estarmos inteiramente ao serviço de Cristo e daqueles que servem as Forças Armadas e as Forças de Segurança”, apelando ainda ao reforço da fraternidade entre o clero dos diferentes ramos.
Organizada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), a jornada reuniu dezenas de sacerdotes no ativo e na reforma provenientes do continente, dos Açores e da Madeira, num encontro inédito na instituição por juntar os capelães da Marinha, do Exército, da Força Aérea, da GNR e da Polícia de Segurança Pública (PSP), informa o Ordinariato Castrense.
Na sessão de abertura, o capelão adjunto para a GNR, padre António Borges da Silva, destacou a oportunidade de reforçar a comunhão sacerdotal no apoio aos militares, polícias e respetivas famílias, enquanto a brigadeiro-general Carla Domingues, em representação do Comando-Geral da Guarda, valorizou o conforto espiritual prestado nos momentos de aflição e abriu portas a novos projetos sociais e pastorais conjuntos.
A mesa de honra contou igualmente com o vigário-geral castrense, padre Diamantino, o capelão anfitrião, padre Licínio, e o comandante em suplência da Escola da Guarda, coronel Paulo Poiares, que evocou o lema formativo ‘Renascer no Saber’ para convidar os participantes ao revigoramento pastoral.
O programa incluiu uma apresentação do tenente-coronel Rui Alfaro Pereira sobre a história e a atividade operacional dos 23 mil efetivos da GNR e encerrou-se durante a tarde com uma demonstração das equipas cinotécnicas e uma visita às instalações de Queluz.
OC
