Na tarde deste Domingo, solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo, João Paulo II impôs o Sagrado Pálio a 40 arcebispos metropolitas, entre os quais o arcebispo de Maputo, D. Francisco Chimoio. Já na manhã de hoje, 30 de Junho, o Papa recebeu em audiência D. Chimoio e todos os outros arcebispos, pedindo em português que “o Pálio ornamento, expressão do vínculo particular que vos une a esta Sé Apostólica, reforce a unidade e comunhão com ela e estimule uma generosa dedicação pastoral para o crescimento da Igreja e a salvação das almas.” O PÁLIO, SÍMBOLO DA UNIDADE COM O PAPA Todos os anos, no dia 29 de Junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa impõe o pálio aos novos arcebispos metropolitanos durante uma concelebração eucarística. O pálio é um ornamento de lã branca com seis cruzes negras, colocadas sobre os ombros e que tem duas partes que caem sobre o peito e as costas. Somente o Papa e os arcebispos metropolitanos o carregam. Este ornamento é um símbolo de autoridade e manifesta a estreita união com o pontífice. Os pálios são confeccionados com lã dos cordeiros abençoados pelo papa na festa de Santa Inês. Os arcebispos usam o pálio somente nas suas arquidioceses e nas ocasiões que especifica o “Pontificale” (um texto litúrgico com os ritos das funções episcopais, com excepção da Missa e do ofício divino). Todos os anos, o 21 de Janeiro, memória litúrgica de Santa Inês, religiosa e mártir, o Papa abençoa diversos cordeiros (símbolo da santa), cuja lã se utiliza para confeccionar os pálios. É uma antiquíssima tradição que recorda a santa martirizada em 350 d. C. Os padres trapistas da Abadia das três Fontes criam os cordeiros e os pálios de lã recém tosquiada são tecidos pelas irmãs de Santa Cecília. O Papa abençoa cada ano os novos pálios na solenidade de São Pedro e São Paulo. Depois, são colocados numa arca sob o altar da Confissão, onde permanecem durante um ano até que se conceda aos novos metropolitanos.
