Exposição é iniciativa do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja e da Direção-Geral do Património Cultura

Lisboa, 28 ago 2018 (Ecclesia) – A exposição ‘Na Rota das Catedrais – Construções (d)e Identidades’ apresenta 113 peças, algumas classificadas como Tesouros Nacionais, de catedrais e igrejas de Portugal continental, Madeira e Açores, até 30 de setembro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

“Esta exposição vai marcar uma nova maneira de ver o património das catedrais em Portugal, todo sabemos quão importante é uma catedral, todos sabemos que foram estaleiros de cultura e manifestações artísticas ao longo dos séculos mas talvez não tenhamos ainda a escala nacional que este património representa”, afirmou o comissário da exposição.

Em declarações à Agência ECCLESIA, Marco Daniel Duarte considerou que a exposição vai contribuir “de forma decisiva para mostrar esse património e lhe dar essa leitura nacional”.

‘Na Rota das Catedrais – Construções (d)e Identidades’ apresenta obras de arte das catedrais portuguesas e é organizada pela Direção Geral do Património Cultural e pelo Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja (SNBCI).

A diretora-geral do Património Cultural contextualiza que a exposição surge na sequência de um trabalho “já longo, desde 2009”, quando foi assinado um protocolo entre o Estado Português e a Conferência Episcopal Portuguesa para criar a ‘Rota das Catedrais’.

“Muito trabalho tem sido feito desde essa altura, desde obras mas também outro tipo de atividades”, acrescentou Paula Silva.

A diretora do SNBCI sublinha que a exposição representa o culminar de uma década de trabalhos que se foram desenvolvendo “de uma forma talvez desagregada mas muito sistemática por várias catedrais do país”, nalguns casos com “intervenções muito profundas”.

“Esta construção de uma rota permite efetivamente percorrer, conhecer e visitar este conjunto de monumento e entendê-los como um todo, como um conjunto”, desenvolveu Sandra Costa Saldanha.

(Dta-esq) Paula Silva, Marco Daniel Duarte, Sandra Costa Saldanha; Foto: Agência Ecclesia/LFS

Paula Silva afirma que a ideia é mostrar que “as catedrais têm um acervo artístico muitíssimo grande”, para além dos próprios edifícios que são monumentos nacionais e “extremamente importante e marcantes na génese das próprias cidades”.

Segundo o historiador de arte e comissário da exposição, as catedrais “continuam a ser estaleiros” e a exposição tenta demonstrar isso, “faz perpassar arte antiga com arte contemporânea”.

“Em todas as épocas a Igreja investiu na arte, nas catedrais de uma forma ainda mais clara, era a igreja-mãe da diocese e continua a investir em obras de arte”, disse Marco Daniel Duarte.

Até 30 de setembro podem ser visitadas 113 peças, algumas classificadas como Tesouros Nacionais, e “todas notáveis e representativas de todas as catedrais portuguesas”, realçou Sandra Costa Saldanha.

“Esta exposição vai mostrar um báculo antigo acareado com um báculo da época contemporânea, um anel de um bispo da idade moderna com um anel da época contemporânea, as próprias cátedras com que inicia a exposição vão demonstrar que a peça por excelência que dá nome à catedral tem formulações estéticas conforme a época em que está a ser desenhada”, desenvolveu Marco Daniel Duarte.

‘Na Rota das Catedrais – Construções (d)e Identidades’, “tem a felicidade” de juntar peças que “dificilmente voltarão a estar organizadas numa exposição”, porque congrega património que está ao culto mas também “património que está nas bibliotecas, nos arquivos, nos museus”.

“No fundo é uma chamada de atenção para este património fantástico e também para que as pessoas fiquem com vontade de sair daqui e irem visitar essas catedrais por esse país fora”, afirmou, por sua vez, Paula Silva, diretora-Geral do Património Cultural.

Já este sábado, 1 de setembro, está prevista a primeira de duas visitas guiadas conduzidas por Marco Daniel Duarte à exposição, patente na Galeria D. Luís, do Palácio Nacional da Ajuda, a partir das 16h00.

As visitas guiadas requerem inscrição prévia, são sujeitas a um limite máximo de 30 pessoas, e a última oportunidade é no dia 29 do próximo mês, na véspera do encerramento da exposição, também com o seu comissário, que é diretor do Museu do Santuário de Fátima, à mesma hora.

LFS/CB

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