O Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Abílio Ribas, manifestou a sua vontade de servir como mediador na situação de golpe de Estado que está a decorrer nesse país africano, antiga colónia portuguesa. Segundo comunicado feito chegar à agência ECCLESIA, D. Abílio Ribas “tinha e tem propostas de solução que mantém em carteira, de modo a que ninguém saísse humilhado deste imbróglio e, com dignidade e honra, se voltasse à legalidade democrática mediante certas condições de cedências mútuas. Em nome da Igreja o Bispo continua ao dispor”. Comentando o golpe militar de 16 de Julho, que depôs o governo enquanto o Presidente da República, Fradique de Menezes, se encontrava fora do país, a Igreja de São Tomé refere que nada o fazia prever e revela que “o Bispo da Diocese tentou contactar a cabeça da rebelião nos locais onde seria mais provável que ele estivesse, deixou seu contacto telefónico com pedido para que oportunamente o Sr. Major Cobó (Fernando Pereira) ou alguém por ele mandatado, o contactasse e marcasse”, mas que estes esforços se revelaram infrutíferos. “No momento em que escrevo a situação mantém-se com calma nas ruas, com os deputados já mandados em paz, o Governo ainda detido e o Corpo diplomático em grande movimentação para tentar reconduzir a Nação à legalidade democrática conforme o exigem os respectivos Governos e a comunidade internacional”, conclui D. Abílio Ribas.
