D. Manuel Felício refere que festas, «incluindo procissões, peregrinações e romarias continuam suspensas» e foi cancelada a peregrinação diocesana a Fátima

Diocese de Guarda

Guarda, 20 mai 2020 (Ecclesia) – O bispo da Guarda publicou uma série de normas e regras para o regresso das celebrações eucarísticas na diocese, sublinhando “as regras de higiene e distanciamento” necessárias, a partir do dia 30 de maio.

“Lembrar as regras de higiene e distanciamento, através de cartazes da Direção Geral de Saúde, em lugares visíveis e outras formas”, é a primeira orientação de D. Manuel Felício nas previsões e preparações antes da Missa.

Na informação enviada à Agência ECCLESIA, o bispo da Guarda pede que seja “determinado antecipadamente” o número de lugares possíveis dentro dos lugares de culto e, quanto possível, “estar afixado à entrada e as pessoas ocupam-nos por ordem de chegada”: “Se e quando se esgotarem, não poderão entrar mais pessoas”.

Neste contexto, pede que respeitem “as distâncias”, o que implicará, por exemplo, numa igreja com bancos corridos “só possam ser sentadas pessoas, banco sim, banco não, embora as famílias devam estar juntas, sem obrigação de respeitar o distanciamento”.

D. Manuel Felício pede que em cada paróquia seja escolhida e preparada a “equipa de acolhimento” que vai ter diversas funções, como: “garantir que todos entram com máscara e se desinfetam, na hora; vigiar para que se cumpram as regras do distanciamento dentro da igreja”.

A “equipa de acolhimento” vai também participar na decisão sobre a possibilidade de celebrar ao ar livre e, se for essa a opção, “garantir dignidade e condições no espaço”; pedir a todos paciência e disponibilidade para aceitar as normas, com as inerentes restrições.

O bispo da Guarda recorda que “festas, incluindo procissões, peregrinações e romarias continuam suspensas, pelo menos até 30 de setembro” e informa que com estas normas fica cancelada a peregrinação anual da diocese ao Santuário de Fátima, no final de agosto.

Durante a celebração, por exemplo, indica que os fiéis que “sentirem algum mal-estar devem sair imediatamente”, a recolha das ofertas “far-se-á à saída da igreja”, e sobre o momento da comunhão “os fiéis devem respeitar o distanciamento”, na procissão para a comunhão e “alguém da equipa de acolhimento supervisiona.

“A comunhão será em silêncio, precedida do gesto de adoração previsto – dobrar o joelho ou inclinação ou sinal da cruz – o ámen já foi pronunciado com resposta coletiva, após o ‘Eis o Cordeiro de Deus…’”, desenvolve, observando que “a comunhão será sempre dada na mão e não diretamente na boca”.

D. Manuel Felício pede aos fiéis que “não se aglomerem” à saída da igreja, a equipa de acolhimento “velará para que isto se cumpra”, e, após a saída, deve proceder-se ao “arejamento da igreja, pelo menos durante 30 minutos e todos os pontos de contacto cuidadosamente desinfetados” e, “a forma mais simples, é usar lixívia muito diluída em água”.

O bispo da Guarda lembra que no retomar das celebrações eucarísticas na diocese, a partir do dia 30 de maio, “cada um leva a sua máscara”, e outras celebrações – Batizados, Crismas e Matrimónios – “deverão ser adiadas para tempos de maior normalidade”, se absolutamente necessárias, “sigam-se as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa” e o “mesmo se diga da Unção dos Enfermos”.

CB/OC

 

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