D. Manuel Felício assinou um protocolo para gestão de arquivos

Foto: Jornal A Guarda

Guarda, 16 set 2019 (Ecclesia) – O bispo da Guarda anunciou a abertura do Museu de Arte Sacra no final da assinatura de um protocolo para gestão de arquivos com a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e o Arquivo Distrital.

“O Museu de Arte Sacra está em bolandas, passo a expressão, para podermos, até ao fim do ano, abri-lo permanentemente”, disse D. Manuel Felício, citado pela Lusa.

O bispo da Guarda adiantou que o futuro museu vai ocupar a antiga capela do Seminário Maior, no edifício onde funciona o Museu da Guarda e o Paço da Cultura, propriedade da Igreja desde 1940, que o município local remodelou e adaptou, em 2008.

A diocese contou com a colaboração de uma técnica da Diocese de Viseu, que “deu uma ajuda preciosa”, e os trabalhos que estão a decorrer são necessários para a instalação do acervo e dos conteúdos do futuro polo museológico, que envolvem a colocação de “luzes” e de suportes.

D. Manuel Felício adianta que o futuro museu vai estar equipado “com objetos, mas também com indicações, em suporte visual, daquilo que é o panorama cultural da diocese” e “seja uma base de apoio a um percurso” pela região e “mais um fator” para captar pessoas para o território”.

“Não queremos um museu que seja um repositório, um armazém de objetos, mas queremos que seja uma apresentação do que é a diocese e as pessoas depois terem roteiros” que as levem, por exemplo, ao Fundão, a Seia ou a Gouveia.

Sobre o investimento, o bispo referiu que têm por princípio “fazer as coisas conforme há disponibilidade” mas para suportar os custos com a obra estão a fazer contactos com mecenas da região e vão pedir verbas “ao povo”.

As declarações foram feitas na sessão de assinatura de um protocolo de colaboração, para apoio técnico na área da gestão de arquivos, com a Direcção-Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas e o Arquivo Distrital da Guarda, representados respetivamente por Silvestre Almeida Lacerda e Levi Manuel Coelho.

“A parte do espólio que temos tratado no Arquivo Diocesano é uma parte pequena, embora seja grande. Quando cheguei à diocese encontrei dois porões’ da Casa Episcopal carregados de documentação, desde a base até ao teto. E essa documentação toda foi transportada para as nossas novas instalações [do Arquivo Diocesano] e, em grande medida, já está tratada”, desenvolveu.

D. Manuel Felício contabilizou que existem “365 arquivos paroquiais” na diocese “que precisam de ser tratados” e querem avançar para que “esta documentação não esteja aí escondida” que “é para se conhecer” e disponibilizar “dentro do possível, ser gerida, para o bem das pessoas e das instituições”.

A Diocese da Guarda informa que o objetivo do protocolo é a “preservação, gestão, valorização” e o “acesso ao património arquivístico, produzido ou acumulado” no sistema de Arquivo da Diocese da Guarda, que integra ou venha a integrar o Arquivo Diocesano que está instalado nas proximidades do Paço Episcopal, no antigo imóvel que foi ocupado pela Caritas Diocesana.

Segundo o seu bispo, os dois funcionários diocesanos ao serviço do arquivo estão a digitalizar documentos e, posteriormente, vai ser “equacionado o que é que é disponibilizado e o que não é”.

A Diocese da Guarda tem uma área de 6759 quilómetros quadrados e uma população estimada em 250 000 habitantes, abrangendo paróquias dos distritos de Guarda, Castelo Branco e Coimbra.

CB

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