“Nesta crise, a ninguém se fechem as janelas da esperança”, disse na homilia da Vigília Pascal

Foto: Diocese da Guarda

Guarda, 03 abr 2021 (Ecclesia) – D. Manuel Felício pediu, este sábado, na homilia da celebração da Vigília Pascal para que ninguém se esqueça das vítimas da pandemia e se fortaleça “a proximidade e a solidariedade com todos”.

“A Páscoa pede-nos, por isso, para fortalecermos a proximidade e a solidariedade com todos, de tal maneira que, nesta crise, a ninguém se fechem as janelas da esperança”, disse o Bispo da Guarda.

Na noite Pascal, D. Manuel Felício sublinhou que “as vítimas da pandemia” não podem ser esquecidas e pede que se reze pelas suas famílias “que sofrem agora a dor da separação”.

“Há muitos que continuam a ser provados, como são os doentes e os idosos; os abandonados, os que vivem sós, sem ninguém”, frisou o Bispo da Guarda.

Perante esta situação, D. Manuel Felício agradece às pessoas que “lhes levam conforto e alívio na dor e também razões de viver”.

O Bispo da Guarda reconheceu que a pandemia não trouxe “apenas males físicos, mas também outros de ordem moral e espiritual”, como foi o caso da privação, durante largo tempo, “do acesso aos sacramentos, sobretudo da Eucaristia e da Reconciliação”.

“Diante do senhor Ressuscitado, sentimo-nos especialmente interpelados para levar condições de vida digna e verdadeiras razões de viver aos mais pequeninos, aos mais necessitados e agora particularmente às vítimas desta situação pandémica que a todos nos atinge, mas a alguns mais do que a outros”, acrescenta.

A situação atual pede uma “atenção especial para os novos pobres, quantos deles a viverem pobreza envergonhada”.

As comunidades têm aqui função “insubstituível”, primeiro para “identificarem bem os casos e depois concertarem as melhores respostas”, referiu D. Manuel Felício

LFS

Partilhar:
Share