Bispo do Funchal participou nas Conferências do Museu de Arte Sacra

Foto: Duarte Gomes

Funchal, 09 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal valorizou esta sexta-feira o património e a sua aposta enquanto “expressão de fé” que deve ser preservada e levada a outros.

D. Nuno Brás falava aos jornalistas antes da sua intervenção na terceira edição d’ ‘As Conferências do Museu’, promovidas pelo Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) com o tema «Mediações: Aprendizagem, Património e Museus».

Citado pelo Jornal da Madeira, o bispo do Funchal indicou projetos na área do património que não se limitam à fruição mas devem ser “um convite à fé” de todos quantos visitam os espaços.

D. Nuno Brás deu conta de um inventário “bastante bem feito” e sublinhou a aposta na sua preservação.

“Vamos preservar o máximo possível, mas tendo sempre em conta que este património não foi feito simplesmente como uma obra de arte, foi feito como uma obra de arte para o culto, e portanto estaríamos a desvirtuar o património se o retirássemos do culto”.

A preservação do espólio é uma responsabilidade partilhada entre a Igreja e o governo regional, uma vez que, assume, “estas realidades não são simplesmente eclesiáticas, porque de facto é património de toda a ilha, é património da própria sociedade madeirense”.

“Numa colaboração muito grande da diocese no sentido de perceber que este património sacro ultrapassa também a sua própria dimensão, para ser um património também da própria sociedade madeirense.”

Já na sua intervenção, D. Nuno Brás afirmou que o património explica a identidade de um povo e que esta herança não pode ficar como uma “realidade morta”.

Nesse sentido, o bispo alertou para o risco de alguns museus se tornarem “simplesmente repositórios de património, por muito bonito que ele seja”.

LS

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