Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização está a orientar formação para o clero, leigos e consagrados da diocese madeirense

Funchal, Madeira, 26 jan 2022 (Ecclesia) – O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização está a orientar, até quinta-feira, uma formação para o clero do Funchal, na qual pediu aos 60 padres que abram a “gaiola da linguagem”.

“Abrir a ´gaiola da linguagem´, para favorecer uma comunicação mais eficaz e fecunda, é portanto, um compromisso concreto para que a evangelização seja verdadeiramente ´nova´”, afirmou D. Rino Fisichella, citado pelo ‘Jornal da Madeira’, na primeira conferência da formação que teve início esta terça-feira.

O responsável falava na “exigência que não se pode prescindir” de “os homens de hoje entenderem a linguagem”.

D. Rino Fisichella falava na necessidade de uma “nova evangelização”, por ser novo o contexto em que hoje vive o homem contemporâneo, “muitas vezes, maltratado por teorias e ideologias datadas”.

Durante a formação que decorre no Seminário da Diocese do Funchal, e na qual participam padres, leigos e consagrados do arquipélago, o responsável reconheceu “o momento particular que a Igreja está a viver” e recordou palavras do Papa Francisco, que receia que a palavra «Sínodo» se torne um “adjetivo”.

“Falando com o Papa Francisco sobre o Sínodo, ele disse-me: ´Tenho medo que se comece a usar este termo como um adjetivo…agora tudo passa a ser sinodal”, recordou.

O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização alertou que o Sínodo não é “moda do momento”, antes um caminho “próprio da Igreja que brota do seu ser comunidade”, e indicou ainda o “grande caminho a percorrer para tornar visível” o ser comunidade.

D. Rino Fisichella falou também do “grande desafio” que é a cultura digital, que entende ser uma nova cultura “que impõe novas linguagens e, por conseguinte, novos comportamentos”, lembrando que “a Igreja existe para levar o Evangelho, em todos os tempos, a todas as pessoas, onde quer que se encontrem”, mas que a evangelização é a consequência de um encontro.

“Em primeiro lugar precisamos de falar do nosso encontro com o Senhor”, sublinhou.

LS

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