D. Nuno Brás ordenou três padres, dois diocesanos e um religioso, na Catedral madeirense

Foto: Diocese do Funchal

 

Funchal, Madeira, 30 jul 2022 (Ecclesia) – O bispo do Funchal presidiu hoje à ordenação de três sacerdotes, dois diocesanos e um religioso, que desafiou a ser “presença do Bom Pastor”, conhecendo de perto as pessoas que vão servir.

“Procurai conhecer as ovelhas que vos foram confiadas. Procurai conhecê-las pelos seus nomes, partilhando as suas dificuldades e sofrimentos, corrigindo os seus erros e procurando desenvolver e potenciar as suas qualidades. Fazei-o, não apenas com as vossas qualidades e capacidades, mas com o coração do Pastor, do Bom Pastor”, referiu D. Nuno Brás, na homilia da celebração, enviada à Agência ECCLESIA.

A Missa na Sé do Funchal, com transmissão online, reuniu centenas de participantes, incluindo familiares dos novos sacerdotes e autoridades civis.

“Entregai a vossa vida, toda a vossa vida, sem nada guardar: o que sabeis e pensais; o que fazeis e as iniciativas que tomais; o vosso coração e todo o vosso ser — entregai-o generosamente para alimentar, apascentar, conduzir as ovelhas que o Senhor vos confiou”, pediu D. Nuno Brás a Alberto Fernandes, de 38 anos, e José Patrício de 33 anos, da Diocese do Funchal, e a António Jesus, de 28 anos, religioso dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos).

O Senhor não nos escolheu por sermos os primeiros, nem para sermos os primeiros. Chamou-nos para sermos “a pedra” sobre a qual Ele (e apenas Ele) pode edificar a Igreja, o edifício de uma comunidade — da comunidade que nos é confiada, qualquer que ela seja”.

O bispo do Funchal usou a imagem do “Bom Pastor” com que Jesus se apresenta, nos Evangelhos, destacando que este “conhece as suas ovelhas”.

“Chama-as pelo seu nome. Conhece o que torna única cada ovelha que lhe foi confiada. Não tem delas apenas um conhecimento geral. Por isso também, as ovelhas confiam plenamente no seu pastor. Escutam a sua voz. E seguem-no”, precisou.

D. Nuno Brás alertou os novos sacerdotes para o perigo de um “excesso de autoconfiança” que os pode levar a pensar que são melhores do que os outros.

“Porventura o orgulho de pensar que amamos mais o Senhor que os demais, pode, também a nós, assaltar-nos na nossa vida sacerdotal”, apontou.

A celebração foi antecedida por um vigília de oração, na quinta-feira, presidida por D. Nuno Brás na igreja do Colégio, no centro do Funchal.

Ainda hoje, o bispo diocesano publicou as nomeações para o próximo ano pastoral.

OC

Partilhar:
Share