Padre José Júlio Rocha destaca que todas as religiões são chamadas a ter «um papel fundamental na fraternidade e na construção da paz»

Foto: Caritas

Angra do Heroísmo, Açores, 15 out 2020 (Ecclesia) – O padre José Júlio Rocha, assistente da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Angra, considera que a encíclica ‘Fratelli Tutti’ apresenta o pensamento social do Papa e alerta que “liberdade e igualdade, sem fraternidade, pode fazer cair em várias perversões”.

“Sem fraternidade, isto é, sem que os homens se considerem irmãos, qualquer trilho pode ser um fracasso. E não deixa de ser interessante que ele convoque todas as religiões, para que tenham um papel fundamental na fraternidade e na construção da paz”, disse o teólogo, professor de Doutrina Social da Igreja.

Em declarações ao sítio online ‘Igreja Açores’, da Diocese de Angra, o padre José Júlio Rocha sublinha que o Papa fala de uma “regressão da humanidade”.

“Nós não estamos a caminho da paz mas da guerra e é muito interessante que além de condenar a guerra também condena a pena de morte”, desenvolveu o assistente da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Angra, realçando que para a Igreja Católica a pena capital “só pode ser inadmissível”.

O especialista destaca que o Papa na ‘Fratelli Tutti’ escreve sobre da pandemia e do medo instalado, o que “é muito atual e pertinente” e acrescenta que com a parábola do Bom Samaritano, que “ilumina toda a encíclica”, Francisco dá atenção aos migrantes e crítica os populismos que ganham posição nas sociedades.

“Esta encíclica encaixa bem no caminho da Doutrina Social da Igreja, resume o pensamento social do Papa Francisco e vem num momento histórico”, explicou o padre José Júlio Rocha.

A encíclica ‘Fratelli Tutti’ (Todos Irmãos) foi assinada pelo Papa Francisco junto ao túmulo de São Francisco de Assis, a 3 de outubro, e publicado no dia seguinte, na festa litúrgica do santo italiano.

CB

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