Cruz e ícone de Nossa Senhora visitam no mês de dezembro unidades da GNR, PSP, Força Aérea, Exército e Marinha

Foto: Agência ECCLESIA/LS

Lisboa, 07 dez 2022 (Ecclesia) – Os símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) visitaram a casa dos jovens cadetes da Academia Militar, na Amadora, num convite a cimentar valores de “fraternidade e de paz”, “palavras de ordem de qualquer militar”.

“Sendo a fraternidade e a paz, palavras de ordem para qualquer militar, eles enquadram-se plenamente na mensagem (da jornada Mundial da Juventude). Eles são o garante da paz, fraternidade, das boas relações entre os povos, nas relações internacionais mas também nas relações internas de um país, a segurança, a paz, o bem-estar, e os que são os valores de um Estado de direito e da Igreja”, explicou à Agência ECCLESIA o capelão da Academia Militar e do Regimento de Comandos, o padre Ricardo Barbosa.

A cada dia 23, a capelania da Academia Militar propõe fazer caminho com os jovens cadetes através da organização de momentos de reflexão, de oração, mas também de discussão de temas vários, procurando alargar o convite para a JMJ Lisboa 2023, a quem está próximo ou mais afastado da prática cristã.

Foto: Agência ECCLESIA/LS: padre Ricardo Barbosa

Samuel Gomes, jovem cadete do 4.º ano do Curso de Engenharia Eletrotécnica Militar, é também catequista na sua paróquia de origem, Bugalhos, em Alcanena e é a partir daqui que se tem envolvido com a JMJ.

“Vou ser chefe de equipa na JMJ. Sou catequista, na minha paróquia nos Bugalhos e as JMJ são uma oportunidade para conviver com jovens de todo o mundo e de confraternização com todos eles”, explica o jovem, de 21 anos, à Agência ECCLESIA.

A oportunidade de carregar a cruz, que toca Samuel de forma “especial, porque emana um calor diferente”, foi partilhada com Joana Pinto, que frequenta o 4.º do Curso Militar de Artilharia.

“É muito especial. Sou católica, estou desde pequena envolvida na Igreja, era catequista. Vir para a academia e receber cá os símbolos é muito importante. Mesmo para quem está tão ligado à Igreja, a presença dos símbolos convida a ligar-se e a perceber melhor o significado dos símbolos para nós”, indica.

O padre Licínio Silva, capelão dos Pupilos do Exército, que desde o dia 2 de dezembro acompanha a peregrinação dos símbolos às unidades das Forças Armadas e de Segurança, dá conta de como os jovens “não se afastam” dos símbolos e como são convidados, “de forma pessoal” a relacionarem-se com eles.

Foto: Agência ECCLESIA/LS

“Há testemunho que as pessoas agarram. A cruz é leve, mas os jovens estão todos para agarrar a cruz. Não ficam longe mas aproximam-se. Querem senti-la. Quem toca a cruz, os símbolos, fica diferente e faz opções de vida, que chegam a ser radicais, de consagração. Isso tem acontecido ao longo dos anos”, recorda.

O responsável tem esperança que “todos os capelães, jovens das FAS, sintam a vontade de servir a comunidade humana e sentir que são pessoas para a paz, ternura, paz, alegria, jovialidade. Precisamos disto como pão para a boca e de sentido de comunhão”.

Até ao dia 29 de dezembro, data em que a diocese das Forças Armadas e de Segurança vão entregar a cruz e o ícone de Nossa Senhora à diocese de Viana do Castelo, os símbolos irão visitar os três ramos das Forças Armadas e dois ramos das forças de Segurança, entre GNR, PSP, Força Aérea, Exército e Marinha.

O capelão da Academia Militar dá conta de um ambiente propício e favorável à receção de uma mensagem universal.

“Eles sentem que a Igreja não os esquece. Existe uma diocese das FAS, há um capelão, estamos em presença permanente e plena e a Igreja tem esse lugar para eles. E assim se sentem parte. Não os distanciamos das propostas da Igreja em Portugal, antes tentamos abeirá-los”, refere.

LS

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