Teólogo suíço encerra jornadas sobre a morte, em Braga

Braga, 29 out 2021 (Ecclesia) – O pensamento cristão deve ajudar a sociedade a superar a “incapacidade de gerir a questão da morte”, disse à Agência ECCLESIA o teólogo suíço François Vouga.

O pastor protestante, professor de Novo Testamento nas universidades de Wuppertal e Bielefeld (Alemanha), encerra hoje em Braga as jornadas teológicas centradas nas “Intermitências da Morte”, que decorrem desde quarta-feira, por iniciativa da Revista ‘Cenáculo’ dos alunos da Faculdade de Teologia da UCP.

O entrevistado defende uma “revalorização da finitude”, sublinhando que o medo da morte provoca uma “revolta” na sociedade moderna e gera tentativas de “reconstruir uma transcendência artificial”.

François Vouga parte do tema “A Morte de Jesus como ato de liberdade e evento de libertação”.

“Temos, nas interpretações do Novo Testamento sobre a morte de Jesus, uma reflexão sobre o que é, de facto, a verdade da existência humana”, indica.

Para o teólogo protestante, a morte de Jesus é “o seu ato de liberdade”, aceitando a sua Paixão e transformando-a num “ato de libertação”.

As XXXII Jornadas Teológicas da Revista Cenáculo têm como tema “Intermitências da Morte” – Cristianismo, Trans-humanismo e Inteligência Artificial”.

PR/OC

O Departamento da Arquidiocese de Braga para a Liturgia preparou um subsídio para a comemoração dos fiéis defuntos, no dia 2 de novembro, em particular para a celebração na visita aos cemitérios.

“A comemoração de todos os fiéis defuntos é uma continuação da festa de Todos os Santos. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo pelo Batismo. A Igreja peregrina não podia, por isso, ao celebrar a Igreja da glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório”, refere o Departamento, num documento divulgado online pela arquidiocese minhota.

 

 

 

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