Catarina Martins Bettencourt partilhou prioridades da fundação pontifícia em Portugal

Fátima, 19 set 2022 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) realizou em Fátima o seu encontro anual de benfeitores, que “são o coração da instituição”, para momentos de celebração, de consagração e convívio,

“Os benfeitores são o coração da instituição, sem eles não era possível existir a instituição e, por isso, é tão importante este encontro com alguns benfeitores. Nem todos podem estar, mas é um grupo que se encontra, que partilha. Um benfeitor quando chegou disse-me que ‘é um encontro de família que está a fazer’”, disse Catarina Martins Bettencourt, em declarações à Agência ECCLESIA, este domingo.

A diretora do secretariado português da AIS salienta que estes encontros alargam e estreitam “laços de amizade, de família” com os benfeitores, e a fundação é “unicamente uma ponte, que transporta a generosidade para quem precisa de ajuda, “os cristãos perseguidos, os cristãos necessitados”.

A Fundação AIS está em Portugal desde 1995 e, no ano seguinte, Maria Rosa Chorão já era benfeitora, algo que continuar a fazer “até que Deus dê saúde”, por considerar que a organização “é muito caritativa, muito boa, muito trabalhadora, e com muita iniciativa”.

“Vemos tanta necessidade dos nossos irmãos, em piores condições do que nós, e do pouco que temos podemos ajudar. Ao ver a necessidade de muitos toca-me e ajuda-me a retomar novas iniciativas para ajudar cada vez mais”, desenvolveu.

Deste encontro anual, que não se realizava há dois anos devido à pandemia Covid-19, Maria Rosa Chorão leva “mais forças” para encontrar mais benfeitores para “continuarem esta missão que é de amor, e no mundo falta amor”.

Carlos Alberto Moreira também levou “ânimo” para Vila Nova de Gaia, desta reunião necessária para se relacionarem “uns com os outros”.

Este benfeitor, católico praticante, não sabe há quantos anos ajuda a AIS, e destaca a “riqueza enorme” desta obra em “dar a conhecer” e em estar aberta “ao sofrimento e dor de todo o povo”: “O mundo está a sofre tanto pelas injustiças e pelo esquecimento”.

Este encontro é também importante para estar, para ouvir as pessoas, muitas delas com alguma idade, que estão sós e precisam de partilhar, de estar com alguém que lhes dê atenção e é isso que fazemos de uma forma muito tranquila, muito serena, de estar atentos, de estar disponíveis para ouvir”, desenvolveu Catarina Martins Bettencourt.

A diretora do secretariado português da AIS adiantou que, neste momento, a instituição está “muito preocupada com a situação do Médio Oriente”, nomeadamente, com a comunidade cristã na Síria, no Iraque, e no Líbano, “três países que são prioritários”.

A fundação pontifícia está também muito preocupada com a situação em África, “com grupos radicais a atuar muitas vezes impunemente”, “uma Igreja muito pobre, necessitada, a passar por dificuldades e a ser perseguida”, e querem também “ajudar a Igreja a ajudar a comunidade cristã no Paquistão”, onde, no final de agosto, as cheias afetaram milhões de pessoas.

Este ano, assinala-se o 75º aniversário da AIS Internacional, começou as suas atividades no Natal de 1947, e o mês de setembro também é “especial”; o fundador, o padre Werenfried van Straaten, consagrou-a a Nossa Senhora de Fátima, a 14 de setembro de 1967.

Começou há 75 anos, pós-II Guerra Mundial, e é importante assinalarmos esta data. Começou numa altura muito difícil para a Europa, mas hoje também estamos a passar por momentos muito difíceis, não só na Europa mas no resto do mundo. Nunca a Igreja foi tão perseguida, nunca sofreu tanto como hoje.”

“Com uma missão que assenta em três pilares: Informar, orar e partilhar”, a Fundação pontifícia AIS está presente em Portugal desde 1995, tem a sede em Lisboa, uma casa em Fátima e em Évora.

CB/OC

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