Aldeia Jovem é também um projeto para o período que antecede e para o que se segue à JMJ Lisboa 2023

Fátima 12, out 2022 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima disse que os jovens que visitarem a Cova da Iria no contexto da Jornada Mundial da Juventude vão ser acolhidos numa Aldeia Jovem e fazer a experiência de peregrinação.

Em conferência de imprensa, o padre Carlos Cabecinhas lembrou que o Fátima se prepara para acolher o Papa Francisco, em agosto de 2023, e apresentou o “programa dirigido sobretudo aos jovens” nos períodos que antecedem à Jornada Mundial da Juventude, a partir de 27 de julho, e após ter terminado o programa com o Papa, em Lisboa, no dia 6 de agosto.

“Queremos sublinhar o sentido da peregrinação, e por isso criamos seis caminhos que os jovens podem usar para chegar a pé a Fátima, para fazer a experiência da peregrinação a pé, mesmo aqueles que vêm do estrangeiro”, indicou.

O reitor do Santuário de Fátima disse que as propostas de peregrinação variam entre 5 e 12 quilómetros, acrescentando que estão a ser preparadas também “diversas propostas de reflexão e oração” para proporcionar a “vivência espiritual de Fátima”.

O padre Carlos Cabecinhas anunciou ainda que está em preparação uma “Aldeia Jovem”, em parceria com “outras entidades”, para “acolher os grupos de jovens”, que funcionará no período que antecede a jornada e no pós-jornada”.

“Um momento particularmente importante terá lugar já no mês de maio com a presença dos símbolos da JMJ que, estando na diocese de Leiria-Fátima, serão integrados nas celebrações da Cova da Iria”, acrescentou.

O padre Carlos Cabecinhas disse que o Santuário de Fátima vai juntar-se à “festa dos jovens” que participam na JMJ Lisboa 2023, e escolheu para tema do Ano Pastoral a formulação do da Jornada Mundial da Juventude “Maria levantou-se a partiu apressadamente”, proposta pelo Papa Francisco.

Na informação aos jornalistas, o reitor do Santuário de Fátima disse que, até ao final de setembro, visitaram o Santuário de Fátima 2133 grupos inscritos, dos quais 1340 estrangeiros e 793 portugueses, o que significa mais 633 do que o período homólogo do ano passado.

O padre Carlos Cabecinhas referiu que as famílias religiosas e movimentos eclesiais “retomam as peregrinações nacionais, depois de dois anos de interrupção”, assim como algumas dioceses de Portugal, sendo que outubro é o mês com maior presença em Fátima de grupos estrangeiros e maio de grupos portugueses.

“A afluência a Fátima começa a regressar aos registos habituais pré-pandemia”, afirmou.

O padre Carlos Cabecinhas referiu-se também aos 100 anos da “Voz da Fátima”, que se assinalam neste dia 13 de outubro, completando-se 1200 números do jornal que tem por objetivo “contar o ritmo do Santuário e olhar para fora do próprio Santuário”

PR

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